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Bernardinho revela ameaça de processo de Ary Graça a Bruninho




Brasil x Canadá vôlei - bruninho (Foto: Divulgação / FIVB)

Denúncias, punições, relações desgastadas e crise CBV x FIVB. Neste domingo, mais um capítulo. Em entrevista ao jornal O Globo, Bernardinho revelou que o presidente da Federação Internacional de Vôlei, Ary Graça, ameaçou processar seu filho Bruno Rezende, capitão da seleção brasileira de vôlei. Segundo o treinador da equipe nacional masculina e do Rio de Janeiro (feminino), Bruninho recebeu e-mail do dirigente com represálias após ter se manifestado publicamente - assim como outros jogadores - sobre as denúncias de corrupção na CBV na gestão de Ary.

- No contato que teve, o Bruno não me falou, mas depois eu vim a saber, o doutor Ary mandou um e-mail a ele meio que ameaçando, dizendo que ia processar, fazer e tal se ele fizesse alguma coisa. E ele simplesmente disse que a Justiça está aberta a qualquer pessoa que quiser fazer uso dela. Uma coisa que, particularmente, me chateou ainda mais. A briga dele não é conosco, provavelmente seja até com a consciência dele. Eu não quero brigar com ninguém, mas não vou fugir de briga nenhuma se tiver que brigar - disse Bernardinho.

Em dezembro do ano passado, a FIVB confirmou punições a Bernardinho, Bruninho, Mário Junior e Murilo relativas ao Mundial da Polônia, disputado em setembro, por "mau comportamento". Em retaliação, a CBV anunciou a desistência de sediar as finais da Liga Mundial, prevista para julho deste ano, no Rio de Janeiro.

O técnico falou ainda sobre outros assuntos, como a chance que teve para se candidatar ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro e a cirurgia que foi submetido para a retirada de um tumor do rim:

- Algum tempo atrás teve essa história de que queriam que eu me tornasse candidato ao governo do Rio de Janeiro. Era uma ideia do Aécio Neves com o Fernando Henrique Cardoso. Me honrou com a lembrança, mas me preocupou como cidadão porque eu não tenho a capacidade para ser governador do Rio de Janeiro, nem o traquejo. Se alguém morrer na porta de um hospital eu vou me sentir responsável por isso. No Brasil as pessoas assumem pouco as suas responsabilidades e com isso a gente não consegue evoluir. Temos que pensar: quem é que tem a capacidade de estar lá.

- Estou bem, zerado. Vou fazer exames de controle para ver se não tem nenhuma reincidência. Foi um momento de choque. A gente acha que é indestrutível. Vi a vida frágil como ela é.

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