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Taubaté Vôlei se manifesta sobre o caso Riad





O Vôlei Taubaté faz um excelente campanha na Superliga, na quinta-feira terá um jogo de líderes contra o Cruzeiro e ainda nem pôde atuar completo, por causa de contusões e convocações da Seleção Brasileira. No entanto, ainda é questionado quanto ao relacionamento com o jogador Riad, que nem chegou a estrear.

Riad em um trabalho de fisioterapia no Taubaté (Foto: Funvic Taubaté/Divulgação)

Riad em um trabalho de fisioterapia (Foto: Funvic Taubaté/Divulgação)

Na semana passada, em um entrevista, Riad acusou o Taubaté de desemparo em um momento de contusão grave. Nesta segunda-feira, um dos jornalistas mais competentes para assuntos do vôlei, publicou a respeito. Confira o texto de Bruno Voloch em seu blog do site estadão.com.br.

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14 Dezembro 2015 | 08:33
Ricardo Navajas não deixou barato. E nem poderia.
O supervisor de Taubaté, procurado pelo blog, resolveu responder as acusações do jogador Riad, que rescindiu contrato com o clube recentemente.
O atleta afirmou ter sido abandonado por Taubaté. Najavas confirmou o fato, mas fez questão de explicar detalhadamente o processo.

Riad, segundo o blog apurou, recebia cerca de R$ 10 mil por mês na seleção. No clube assinou por R$ 600 mil pela temporada.
Como você encarou as acusações do Riad?

'Ele fala o que quiser. Sou homem o suficiente para bancar minhas atitudes. Eu sou. Abandonei ele mesmo. O clube deu todas as opções para o jogador, ele não quis e preferiu priorizar a seleção, aí abandonei e cuidei dos interesses de Taubaté. Se optou, direito dele, teve que arcar com as consequências. Simples'.

Você pode explicar como tudo começou?

'Claro. Ele sabe. O Riad se apresentou com problema sério no tendão patelar do joelho direito. Pedi para ele que se consultasse com nosso médico de confiança o Dr Julio Nardelli. O Riad se recusou, disse que não tinha necessidade e deixou claro que poderia criar problema para ele na seleção porque o Bernardinho não iria gostar pelo fato do Nardelli ser médico também da seleção feminina. Falei que estava preocupado com meu time e não com a seleção. Dias depois de me dizer que estava com o problema no tendão, curiosamente, ele me passa a informação de que em 4 semanas estaria liberado para saltar e em 5 voltaria a treinar com bola, segundo os profissionais da seleção. Fiz meu papel e alertei o jogador avisando que o médico da seleção masculina e um tal de Fiapo, que tinham passado diagnóstico, poderiam estar equivocados. Dito e feito. O caso acabou sendo cirúrgico, em outubro, conforme a gente tinha previsto e o Riad não jogou mais. Ele pensou na seleção brasileira e não no clube, basicamente foi isso. Acabou sendo operado e perdeu 3 meses porque quis. E eu que teria que pagar pelo erro dos outros? Iria pagar uma conta que não foi minha?

Como assim?

Os caras botaram a saúde do Riad em risco e me entregaram o jogador quebrado. Meses depois ele acabou se consultando com o Nardelli e operando com ele. Não poderia ter feito isso de cara? Ganharia tempo de recuperação, mas ainda assim não pagaríamos uma conta que não foi nossa. Existe uma cláusula no contrato dele colocada e exigida pela parte que hoje reclama.

Por que o Riad nega essa questão do contrato?

'Ele pode negar, mas está assinado. Não fui eu. O empresário dele propôs esses termos e assinou o contrato sabendo que se algum jogador chegasse contundido não iria receber. É assim que eu trabalho. Aqui sou cobrado pelos resultados. Como iria explicar aos meus superiores que estava sendo conivente com esse absurdo de pagar um atleta que chega quebrado da seleção ao clube? Nem ele, nem nenhum outro. Aqui não. Minha empresa não é estatal e rasga dinheiro. Existe cobrança e compromisso. Se não tiver condições de jogo está escrito que pode acontecer a rescisão. Apenas cumpri. E vou além. O jogador teria que devolver 50% do que recebeu enquanto estava na seleção brasileira e nem cobrei. Fui legal. Fiz a proposta dele receber os salários quando voltasse a jogar, renovar para 2016/17 automaticamente e ele não quis. Sinto muito. Boa sorte. Eles resolveram romper e aceitei.

Essa relação clube-seleção tem solução?

A CBV deveria fazer um seguro para esses jogadores. Não dá mais para bancar e no momento mais importante ficar sem os atletas que chegam quebrados. Isso não é de hoje, vem de muito tempo. Por que você acha que o Suzano (ex-clube de Navajas) desistiu do vôlei? Exatamente por não concordar. Pensando dessa forma preciso me defender e olhas os interesses de quem me paga. Por essas e outras é que não liberei alguns jogadores para jogar o Sul-Americano como o Chupita e Otávio. O torneio não iria valer nada e ainda por cima colocaria meus atletas em risco de novo.

Só que existem outros lesionados, certo?

Correto. O Chupita se machucou aqui e o caso é bem diferente. Jogando pelo meu clube eu pago a conta, caso contrário não. O Gavin, canadense, chegou com uma fratura por estresse quando defendia a seleção. Sinto muito de novo. Sabe quando ele vai começar a receber? Esse mês apenas e provavelmente porque estará em quadra contra o Cruzeiro. É assim com todos, não apenas o Riad. A situação dele só se agravou porque ele quis agradar a seleção quando quem paga ou pagaria ele somos nós. Optou errado. Não abro exceção.

O caso pode acabar na justiça?

A proposta para ele ainda está de pé. As portas abertas, mas nas mesmas condições que passei. Se ele quiser ótimo. A minha revolta maior é com o prejuízo técnico que tivemos, afinal trata-se de um bom jogador.

Ele pode jogar em outro clube? Taubaté libera?

Pode jogar onde quiser. Já dei a liberação para ele. O que não pode é se fazer de vítima. Em Taubaté vale o que está escrito.

Por: Valtencir Vicente do Jogando Juntos

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