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Jaque chora após bronze: “Foi meu último jogo no ano”




A vitória sobre a Itália na disputa pela medalha de bronze do Mundial feminino de 2014 teve um gostinho amargo de despedida para Jaqueline. Sem clube, a ponteira deve ficar pelo menos até o fim do ano sem jogar novamente. Ao deixar a quadra, a bicampeã olímpica lamentou ainda não ter conseguido um lugar para competir no Brasil e caiu aos prantos ao falar sobre sua falta de perspectivas para o futuro.

Meu choro é de tanta coisa. Saber que fiquei um ano parada, consegui voltar, dar a volta por cima; saber que no Brasil não vou ter equipe para jogar e que hoje foi meu último jogo. Se todo mundo for pensar, esse foi meu último jogo. Não vou mais jogar, vou cuidar do meu filho, da minha família, mas o esporte que gosto de fazer, meu trabalho, não vou ter no Brasil  
Jaqueline

- Meu choro é de tanta coisa. Saber que fiquei um ano parada, consegui voltar, dar a volta por cima; saber que no Brasil não vou ter equipe para jogar e que hoje foi meu último jogo. Se todo mundo for pensar, esse foi meu último jogo. Não vou mais jogar, vou cuidar do meu filho, da minha família, mas o esporte que gosto de fazer, meu trabalho, não vou ter no Brasil – disse Jaque, chorando muito.

Com um filho de 9 meses e o marido Murilo jogando no Sesi, Jaqueline não quer se mudar de país e está disposta a arcar com as consequências de sua decisão, embora sofra por isso. A bicampeã olímpica tem recebido muitas propostas, mas nenhuma do Brasil.

- Eu não vou sair. Recebi muitas propostas, isso não vou negar. Mas, quem é mãe sabe que primeiro vem família e, depois, o trabalho. Eu sou assim. Podem falar o que for, que não dá para reclamar porque tem outras equipes que estão me chamando. Mas, onde queria estar, não posso jogar porque não tem uma equipe que possa pagar uma jogadora de seleção brasileira. Mas estou muito satisfeita, feliz, independentemente se hoje é meu último jogo ou não.

Quatro meses depois do nascimento de Arthur, Jaqueline voltou às quadras. Mesmo sem clube, foi convocada por Zé Roberto para treinar com a seleção brasileira. O retorno da jogadora foi rápido. Já no Grand Prix, em agosto, voltou a jogar como antes da gravidez. Em seguida, foi um dos destaques do Brasil durante todo o Mundial da Itália até a conquista do bronze, neste domingo. A ponteira, no entanto, acredita que poderá ficar fora do time brasileiro, e até das Olimpíadas de 2016, se não encontrar um lugar para atuar.

-  Como vou ficar parada, como vou voltar para seleção? Sendo que as meninas vão estar jogando, e outras jogadoras merecem estar aqui. Eu não vou estar jogando. Como o Zé vai me convocar? Esse ano me trouxe porque tinha um motivo, estava grávida. Ele queria que eu voltasse. Mas ano que vem não tem como. Mas é culpa minha, jogo toda culpa em cima de mim. Eu quero jogar, mas não quero sair do Brasil e deixar minha família – lamentou. 

Jaqueline comemoração vôlei feminino Brasil (Foto: FIVB)

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