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Florianópolis bate o Sesi e se recupera na Superliga






 A casa estava cheia, mas o jogo contra o Sesi, atual campeão e vice-líder, esteve perto de ser adiado. A umidade deixou a quadra escorregadia e foi preciso ter muita paciência. Depois de 1h50m de espera, o árbitro Paulo Turci decidiu que haveria jogo. E, desta vez, Gustavo e seus companheiros puseram fim ao incômodo jejum: 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/15 e 25/18. 

As tentativas de contornar o problema no piso começaram à tarde, quando foi passado álcool quatro vezes. Não houve sucesso. Processo que foi repetido durante o aquecimento. Alguns jogadores abanaram suas toalhas para tentar ajudar na secagem. Em vão. O calor era forte demais. Restava a tentativa derradeira: usar seis ventiladores, comprados de última hora. Enquanto isso, Murilo temia a realização da partida. Temia pela integridade física do time. Era acalmado por Bruninho, conhecedor daquela quadra. O capitão do Florianópolis dizia que já havia condições para o duelo.

Enquanto isso, no Twitter, o oposto Wallace, do Sesi, que está lesionado, brincava: "Hoje quem ganhar o Viva Vôlei leva um ventilador...", postou o jogador, referindo-se ao troféu dado pela CBV ao melhor jogador. Logo em seguida, foi a vez do levantador do Cruzeiro, William Arjona, se manifestar ao ler a mensagem de Gustavo, dizendo: "Tá difícil". Recebeu como resposta: "Assopra Gustavão!!!". Quase duas horas depois do horário marcado, veio a liberação. Era hora de trabalhar.

Os anfitriões saíram na frente. Abriram 13/9, mas viram a diferença cair rapidamente. Graças a Murilo. O Sesi cortou a vantagem para 19/18. Mas os erros seguidos, somados aos ataques sem defesa de Rivaldo fizeram o Florianópolis fugir novamente. No último ataque do set, Murilo escorregou ao pisar num local molhado por suor: 25/20. 

Em melhor momento, o time catarinense ditava o ritmo. O Sesi seguia falhando e não conseguia parar João Paulo Tavares: 10/4. O técnico Giovane Gávio pediu tempo. Queria um pouco mais de calma, de concentração e um saque melhor. Mas o time parecia sentir a ausência de seus dois opostos. Sentia também a pressão de um adversário que jogava com agressividade (13/6). Cheio de apetite, não teve dificuldades para fechar o segundo set: 25/15.

Antes do início da terceira etapa, o Sesi tinha na conta 21 pontos de erros, contra apenas seis do rival. Até que o Florianópolis começou a falhar mais. Cedeu cinco pontos assim, e ficou com o time de Murilo em seu calcanhar: 7/6. Bruninho chamava Rivaldo para tentar frear a reação. Aos pouquinhos a equipe ia respondendo. Teve paciência para abrir 19/14 e para caminhar sem sustos até a vitória, com direito a último ponto de Gustavo.

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