Rio/Unilever sofre para vencer Praia Clube/Banana Boat em Uberlândia

O clima amistoso, marcado pela homenagem da diretoria do Praia Clube ao técnico Bernardinho e às campeãs olímpicas Fofão, Natália, Valeskinha e Fabi - que receberam o "Troféu Mérito Esportivo" - ficou apenas do lado de fora da quadra. Quando a bola entrou em jogo, o bicho pegou. Ainda sem a cubana Herrera, que se machucou na nona rodada e teve que ser submetida a uma cirurgia no ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo, o time de Uberlândia não resistiu ao Rio de Janeiro e à jovem Gabi. Em noite pouco inspirada das ponteiras Natália e Logan Tom, a atacante de apenas 18 anos chamou a responsabilidade nos momentos cruciais da partida e foi decisiva na sofrida vitória por 3 sets a 2, parciais de 26/24, 23/25, 25/19, 21/25 e 15/10, que quebrou a invencibilidade das donas da casa jogando em casa.

Rio de Janeiro vôlei comemoração (Foto: Luiz Doro / Adorofoto)

A homenagem parece ter tirado a concentração das jogadoras do time carioca. Sem o passe na mão da levantadora Fofão, em razão da irregularidade das ponteiras passadoras Logan Tom e Natália, o ataque do Rio de Janeiro se tornou previsível. Melhor para o time mineiro, que com um saque flutuante e um bloqueio eficientes, liderou o primeiro ser desde o início até abrir 20 a 14. Irritado, Bernardinho fez a inversão de 5 e 1 e colocou Bruna e Roberta nos lugares de Fofão e Sarah Pavan, respectivamente. As mudanças surtiram efeito e o que parecia impossível aconteceu. Com Roberta no saque, o Rio anotou seis pontos consecutivos, fez a diferença que era de seis pontos evaporar e virou para fechar em 26 a 24.

A inesperada derrota no primeiro set não abalou as donas da casa, que abriram 6 a 4 no início da parcial. Se Natália e Logan Tom continuavam vacilantes no passe, Sarah Pavan era a principal opção de Fofão e fazia de tudo para não deixar o time da casa desgarrar no marcador. A boa atuação da canadense, no entanto, não foi suficiente para impedir que o Praia Clube abrisse 20 a 13 e, posteriormente, 24 a 16, numa noite inspirada das gêmeas Monique e Michelle, ex-jogadores do Rio de Janeiro.

Como no primeiro set, Bernardinho mudou. Desta vez, porém, entraram Regiane e Gabi nos lugares das titulares Natália e Logan Tom. As alterações novamente deram certo e o time carioca diminuiu para apenas um ponto uma diferença que chegou a ser de oito. Spencer Lee parou o jogo depois de sua equipe desperdiçar sete oportunidades para fechar o set. A parada deu certo, e logo na primeira chance, a central Mayhara anotou o 25º pontos e garantiu a vitória por 25 a 23 que deixou tudo igual no placar.

Bernardinho manteve Regiane e Gabi entre as titulares, e o time carioca chegou pela primeira vez em vantagem numa parada técnica (8 a 6). Melhor que nos sets anteriores, o Rio de Janeiro abriu 20 a 13 e deixou a vitória encaminhada. De caça o Praia Clube virou caçador, tirou seis pontos de prejuízo e encostou em 22 a 19. Mas a reação mineira parou por aí e o líder da Superliga venceu por 25 a 17.

Outra vez as donas da casa não se abateram com a derrota no set anterior. O começo da quarta parcial até começou equilibrada, com as duas equipes se rezevando no marcador. Mas a partir da primeira parada técnica, as donas da casa engataram uma sequência de pontos com a ponteira Michelle no saque e abriram 18 a 11. Bernardinho recorreu a mesma estratégia que deu certo no primeiro certo e trocou Fofão e Sarah Pavan por Roberta e Bruna. Só que desta vez de nada adiantou as mudanças do técnico da seleção masculina, e o Praia Clube venceu por 25 a 21 e levou o jogo para o tie-break.

No tie-break, a bagagem do time do técnico Bernardinho falou mais alto. A disputa no bloqueio continuou acirrada, mas no ataque Sarah Pavan e a jovem Gabi levaram a melhor sobre as gêmeas Monique e Michelle e acabaram fazendo a diferença na vitória por 15 a 10, que assegurou mais dois pontos ao Rio de Janeiro na tabela.



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