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Amor pelo Rio inspira a 14ª tatuagem de Fabi






Fabi tatuagem volei (Foto: Marcello Pires )

O desejo de tatuar o corpo era antigo, mas a resistência de seus pais, que sempre foram contrários à ideia, obrigou Fabi a esperar muito mais do que gostaria para fazer sua primeira tatuagem. A decisão só veio aos 21 anos, quando ela, já maior de idade, morava e jogava em Campos. Mais do que concretizar sua vontade, o ideograma japonês tatuado em 2001 do lado direito de suas costas - que significa serenidade - abriu a porteira para uma produção que parece não ter mais fim. Com 13 tatoos espalhadas pelo corpo (veja todas na galeria de fotos abaixo), a líbero do Rio de Janeiro e da seleção brasileira decidiu aumentar sua coleção. Se a data e o local na pele ainda estão em aberto, a motivação e o desenho já estão na ponta da língua da bicampão olímpica.

- Depois que você faz a primeira, ferrou. Não tem mais como parar. Eu decidi fazer a 14ª em homenagem ao Rio de Janeiro. Primeiro por ter nascido aqui, depois pela minha enorme identificação com a cidade, que, de quebra, nos proporciona várias inspirações. Ainda não sei quando farei, mas não vai demorar muito. Vou fazer a imagem do Pão de Açúcar estilizado, um pouco diferente do desenho tradicional - afirmou a líbero, que comemora 33 anos nesta quinta-feira.  

Antes de decidir gravar o amor pelo Rio de Janeiro em seu corpo, Fabi teve outras variadas razões para adicionar milhares de traços na pele. Assim como os lugares são os mais diversos, as homenagens variam entre algumas conquistas profissionais para lá de especiais, pessoas importantes e até crenças na sua vida pessoal.

Fabi tatuagem volei (Foto: Marcello Pires )

Se o ideograma japonês da primeira tatuagem deu a Fabi uma sensação de liberdade, os dragões no pé esquerdo e nas costas retratam o espírito guerreiro e valente da jogadora. Assim como as frases "pain is temporary pride is forever" (a dor é temporária, o orgulho é para sempre) - tirada de uma bandeira estendida pela delegação dinamarquesa na Vila Olímpica dos Jogos de Pequim-2008 - , e " o essencial é invisível aos olhos", escolhida do livro "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, um de seus favoritos, mostram a persistência em buscar seus objetivos.

Volei - Fabi, do Rio de Janeiro (Foto: Marcello Pires)

Os anéis olímpicos, tatuados no pé direito, e a palavra "faith" (fé em inglês), escrita no antebraço esquerdo, deixarão gravadas para sempre no corpo da líbero as lembranças das medalhas de ouro conquistadas nos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012. A camisa 14 do Rio de Janeiro registra ainda o amor por sua mãe, dona Vera, com outro ideograma japonês, e sua religiosidade, na frase bíblica, retirada do Pai Nosso, "livra-me de todo o mal, amém", escrita logo abaixo de sua nuca.

- Com a exceção das orquídeas que tenho no lado esquerdo das costas, que eu apenas achei o desenho bonito, todas as outras doze tatuagens têm uma razão de ser e um significado importante para mim - explicou.

Fabi, que ainda tem seu nome escrito em japonês no quadril e uma mandala na panturrilha esquerda, prefere não fazer planos para os Jogos do Rio-2016 e sobre uma possível 15ª tatuagem. No entanto, a jogadora não descarta uma homenagem às Olimpíadas na sua cidade natal, caso decida tentar sua terceira medalha de ouro consecutiva.


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