Gigante do vôlei de praia conta seus segredos







Com 2,03 metros de altura e talento de sobra, Alison Cerutti, deixa sua marca no vôlei de praia. Apelidado de Mamute, o atleta soma apenas três anos de carreira profissional e já coleciona títulos. Mas o sucesso não é resultado somente do talento e da condição física favorável, mas de muito treino: mesmo com o sol fervendo, ele enfia os pés na areia para manter o pique e disposição, numa rotina permanente de preparo. Tanta dedicação, como você vai ver, só contribui para que o Brasil permaneça com fama internacional entre os países com excelência no esporte.

1. Qual a importância do treino para você?
O treino é tudo. Só cheguei até aqui porque me dedico a ele todos os dias, faça chuva ou faça sol. Comecei a treinar aos 18 anos e sempre tive um objetivo: ser um atleta de ponta. Isso fez toda a diferença. Ter objetivo e respeitar os treinos é essencial.

2. E qual é a sua rotina?Acordo às 6h da manhã, treino das 7h30 às 9h45. Das 10h ao meio-dia eu resolvo a minha vida: banco, supermercado, essas coisas. E quando tenho este período livre, sempre aproveito para ver um filme. Depois do almoço, malho umas duas horas e treino novamente. Duas vezes por semana, faço yoga também.

3. Isso vale para os dias de chuva? E o calor, atrapalha?
Não muda nada, a não ser que esteja chovendo muito. Neste caso, trocamos o treino com bola pela academia. Mas não tem moleza. Treinar no calor é muito melhor, estou acostumado. No frio dói tudo, joelho, pernas, braços.

4. Existem roupas diferenciadas para os dias frios? Como elas são?A gente usa um uniforme de manga comprida e mais justo (para reter o calor do corpo). No frio, também procuramos nos aquecer durante um período maior antes de jogar.

5. Em dias muito quentes existe uma preparação diferenciada?
Como já estou acostumado com o calor, não tenho nenhuma preparação especial para enfrentar temperaturas mais altas.

6. Como você controla a hidratação do corpo?
Tomo em media 3 litros de água por dia. Bebo quando tenho sede, e não com o pensamento de ter que ficar ingerindo água o tempo todo. Fora isso, a alimentação é fundamental. Priorizo sempre um bom café da manhã e sigo uma dieta balanceada. Como de tudo, mas evito besteira. Não fico muito tempo sem me alimentar e, à noite, prefiro um lanche a um jantar.

7. Jogar descalço favorece as lesões?A areia amortece muito os impactos, por isso, os riscos não aumentam muito. O essencial é montar uma preparação antes de enfrentar os exercícios.

8. Qual a relação com o seu companheiro de dupla?
Nossa parceria é recente, joguei com ele seis meses e agora voltamos, depois de dois anos. Ele é 10 anos mais velho do que eu, muito tranqüilo e me da vários toques. É muito bom jogar ao lado de alguém com mais experiência que você.

9. Antes do esporte, você pensou em outra profissão? Qual?
Tranquei minha faculdade de administração, que pretendo voltar assim que tiver uma oportunidade. Estudar é fundamental. Até como boy da empresa do meu pai eu já trabalhei. Mas meu sonho, realmente, era ser jogador de vôlei, esse era o meu ideal.

10. Os treinos e as viagens atrapalham sua vida pessoal?
Namoro há três anos e ela também é atleta, por isso, me entende bem: sabe que tenho de viajar muito, porque ela também viaja. Nos entendemos e isso é o que importa, porque não é fácil namorar alguém com o tipo de vida que eu levo.

11. Tem alguma história engraçada sobre as viagens ou treinos?
Uma vez, durante um campeonato na França, eu e o Bernardo (ex-parceiro de Alison) resolvemos sair para comer uma pizza em Paris. Nenhum dos dois falava francês e, para ter certeza de que haveria frango numa das pizzas, imitei uma galinha bem diante do garçom. Afinal, nem ele entendia o que queríamos, nem eu o que ele estava falando.

12. É difícil viver do esporte?
E difícil, especialmente em anos como este, sem Olimpíadas e Pan-Americano. Como atleta, tenho dois patrocínios (Red Bull e Banco do Brasil). Porém, a maioria das empresas não entende que investir no atleta significa fazer isso também durante os ciclos de preparação.

13. Você tem algum ídolo dentro do seu esporte? Quem?
No vôlei são Emanuel e Loyola. Fora, o Ayrton Senna. Quando ele morreu, eu tinha só sete anos, mas lembro bem das manhãs de domingo, assistindo à corrida em casa com a família. Já o ídolo de superação é o Ronaldo Fenômeno.

Raio X do Atleta
Filmes prediletos: Gladiador, À Procura da Felicidade e Coração Valente.
Perfume: 212 e o Polo Sport
Lugar que pretende conhecer: Disney, meu sonho, e com direito a cachorro-quente e pipoca gigante
Viagem inesquecível: Um cruzeiro que fiz pelo nordeste. Foram sete dias incríveis, desliguei de tudo mesmo.
Um sonho: Ser campeão olímpico. É por isso que eu treino todos os dias.
Tempo livre significa: Treino! Treino, para mim, é descansar. Gosto também de cuidar do meu bem-estar, do meu corpo, que é meu instrumento de trabalho. E, claro, ver a família, que é o meu recarregador de energias.
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