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Exercícios para recepção de saque no Voleibol


    Foram criados dois conjuntos de exercícios. Um dos conjuntos está claramente direccionado para o trabalho individual. O outro orienta-se mais para o trabalho colectivo. Embora não faça parte deste artigo, afigura-se pertinente para o treino a inclusão de um terceiro bloco de exercícios, que contemple a integração da recepção no complexo de jogo side-out (trabalho colectivo específico de jogo).

    A aplicação de exercícios de cada um dos conjuntos deverá ser concretizada de modo equilibrado, respeitando os objectivos previamente estabelecidos para cada ciclo (macro, meso e micro), bem como os objectivos de cada sessão de treino. Regra geral, é recomendável haver um certo equilíbrio entre os exercícios dos diferentes conjuntos. Quer isto dizer que a utilização de exercícios de cada um dos conjuntos não é mutuamente exclusiva, mas complementar. Porém, há que entender que o equilíbrio entre os dois conjuntos de exercícios oscilará consoante a fase da preparação desportiva.

    O quadro 1 apresenta uma proposta para um desejado equilíbrio da utilização dos diversos conjuntos de exercícios ao longo de uma época. Os símbolos + e - assumem uma função meramente relacional, i.e., expressam a proporção de aplicação de exercícios dos distintos conjuntos. Em todas as fases da preparação desportiva devem estar presentes exercícios de todos os conjuntos.


Quadro 1. Proposta para equilibração do trabalho desenvolvido

    Antes de se proceder à descrição dos exercícios, importa esclarecer alguns aspectos.

    O primeiro ponto a estabelecer é o de que todas as situações propostas podem ser moldadas, através da introdução de variantes que a modifiquem, sem contudo a desvirtuarem a sua essencialidade. Esta plasticidade é fundamental num exercício, dado que permite que um mesmo modelo seja aplicado em contextos diferenciados. Para além disso, promove a evolução do exercício concomitantemente ao desenvolvimento dos atletas e da equipa, dando uma resposta mais efectiva aos problemas que se propõe solucionar.

    O segundo ponto que se pretende enfatizar é que há uma série de variantes universais, portanto aplicáveis a todas as situações. Tais variantes constituem-se como entidades manipuláveis, a saber:

  • a altura da rede;

  • a iluminação do pavilhão;

  • o tipo de serviço utilizado (em apoio, em suspensão, ambos) - embora alguns exercícios tenham uma orientação mais específica para um tipo de serviço do que para outro;

  • e o critério de êxito, que pode dificultar ou facilitar o alcançar dos objectivos do exercício, consoante o pretendido em cada caso. A manipulação desta variável deve ser muito ponderada, pois os seus efeitos são muito poderosos, pelo que o treinador deve apelar ao bom senso aquando do estabelecimento de critérios de êxito. Regra geral, o critério de êxito deverá ser menos exigente para a recepção do serviço em suspensão (forte) do que para a recepção do serviço em apoio.

    Em qualquer caso, o alvo da recepção será sempre o distribuidor, que se encontra em zona 2,3. Poderão ser desenvolvidos objectivos paralelos para o distribuidor. Deste modo, o treino da recepção pode ser aproveitado para o treino da distribuição, pelo menos de alguns aspectos da distribuição.

    Convém relembrar, ainda, que a recepção pode ser realizada em passe ou em manchete. O atleta deverá aplicar cada uma destas técnicas (com respectivas variantes e adaptações) consoante as necessidades momentâneas.


Exercícios





    Os pontos fundamentais destes exercícios são:

  • antecipação das intenções do servidor;

  • aplicação correcta dos diferentes tipos de deslocamento e possibilidades de contacto com a bola;

  • deslocar, parar e jogar;

  • orientação da plataforma de contacto com a bola para o alvo;

  • jogar a bola, sempre que possível, dentro aos apoios;

  • velocidade de reacção (sobretudo quando aplicadas algumas das variantes propostas para determinados exercícios);

  • velocidade de deslocamento específica.


Conjunto II







    Os pontos fundamentais destes exercícios são (para além dos observados para os exercícios do bloco I):

  • definição de responsabilidades de intervenção e comunicação atempadas;

  • estabelecimento de padrões de acção diferenciados para a recepção de serviços em apoio e em suspensão (mais correctamente, deveria ser dito: serviços flutuantes e serviços em suspensão fortes);

  • consolidação da orgânica colectiva no momento de recepção ao serviço, com ligação à construção do ataque.

Fonte




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