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CBV acata pedido da Globo e desagrada atletas da Superliga





A decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de acatar o pedido da TV Globo e fazer final em jogo único parece não ter gerado boa repercussão, principalmente entre as equipes masculinas. O regulamento publicado pela entidade volta atrás com o que ficou acordado em plenária dos clubes em setembro, de que seria realizada uma série de três partidas.

A solicitação da TV Globo aconteceu, pois a emissora não tem datas disponíveis para duas partidas decisivas em sua grade de programação. "Estou me colocando como a emissora detentora de direitos. Se você tem uma data, você tem certeza que fazendo em jogo único, será a partida final. Se você põe em três jogos, pode ser que o segundo não seja decisivo. Eu (emissora de TV), que ao longo do ano todo investi, não tenho data e não posso correr risco de fazer um jogo que não é decisivo. Tudo é uma questão de parceria, na parceria feita, ela (Globo) pede partida única", afirmou Radamés Lattari, diretor de competições de quadra da CBV.

De acordo com Lattari, os times do feminino entenderam a posição da emissora carioca e acataram a decisão de jogo único. "Tudo é questão de regulamento. De você decidir aquilo que é o melhor. Quando você julga o que é melhor não é só a parte técnica, a parte de televisão, a parte financeira. Você junta esse conjunto de ações. No feminino que tem grandes equipes investindo dinheiro, eles acharam melhor ter um jogo decisivo transmitido pela emissora do que correr o risco de não ter nenhum".

Gustavo reclama de formato de decisão sugerido pela TV Globo

No masculino, porém, ainda está em discussão a possibilidade dos clubes rejeitarem a final em jogo único. "Por enquanto, vale o que está no regulamento: um jogo", disse o diretor de competições da quadra da CBV.

A permanência do modelo da temporada anterior desagradou alguns atletas como os irmãos Murilo e Gustavo Endres. "A Superliga poderia e deveria ser muito melhor organizada ou mais forte pelos últimos resultados da Seleção e pelos jogadores que estão aqui. Mas esbarramos em estrutura, organização, televisão", disse o ponteiro Murilo à Gazeta Esportiva.

Já o irmão Gustavo, torce para que seja feito um modelo semelhante ao adotado no vôlei italiano. "Eu tenho uma opinião particular. Joguei na Itália e muitos dos anos todos os playoffs eram cinco jogos. Isso nas quartas de final, semifinal e final. Isso com 14 equipes, se jogavam mais jogos do que aqui no Brasil e os atletas conseguiam manter uma regularidade. Eu sou contra isso, todo mundo sabe, esses playoffs de três e uma final em um jogo só. Respeito a emissora, porque ela vê o lado dela e é a emissora número 1 do país, então a gente tem que debater melhor, conversar melhor, de um jeito que seja bom para todo mundo", disse.

"Este é o momento mais bonito do campeonato em que as equipes procuram desde o começo da temporada. Você começa em novembro, para chegar em março na melhor forma física, técnica e tática para jogar um jogo em casa, um fora de casa e estar fora do campeonato. Você tem a possibilidade de mesmo perdendo dois jogos ter mais um jogo em casa. Sei que não dá para emissora transmitir todos os jogos, mas lá na Itália era assim, dava muito certo, os jogadores adoravam esse momento da temporada", completou o meio de rede.

Time gaúcho salva formato

A Superliga Masculina começa no dia 25 de outubro, com o duelo mineiro entre Minas e UFJF, válido pela segunda rodada da competição. A disputa terá 12 times e isso só pode acontecer porque o Voleisul/Paquetá Esportes conseguiu em poucos dias montar um time, arranjar patrocinadores e participar da competição.

O time gaúcho entrou na Superliga após o Volta Redonda desistir da disputa, por não ter condições financeiras de manter o time por uma temporada completa. "Eu vejo a saída do Volta Redonda como uma derrota. Eles tentaram até o último instante. Mas é louvável terem desistido antes, ao invés de prejudicar os atletas ao longo do torneio. Queria dar o parabéns ao Volta Redonda por ter tido a decisão honrosa antes que tivessem problemas financeiros piores", afirmou Gustavo. O São José, campeão da Superliga B, entra no lugar do RJ Vôlei.

A Superliga feminina tem início programado para o início do mês de novembro, a partir do dia 7, com uma equipe a menos que na temporada 2013/14, já que o Vôlei Amil, equipe que tinha o técnico José Roberto Guimarães no comando, resolveu encerrar os trabalhos após o anúncio de saída do treinador.

Além da perda de uma equipe, a Superliga Feminina terá a ausência de duas campeãs olímpicas. Fernanda Garay saiu do turco Fenerbahce, mas acertou sua transferência para o Dínamo Krasnodar. Já a oposto Sheilla deixou o Molico/Osasco e foi jogar no voleibol turco. Outra saída do time da Grande São Paulo foi da levantadora reserva da Seleção, Fabíola, que também foi para o Dínamo Krasnodar.

Apesar da saída de Fabíola e Sheilla, o time trouxe reforços de peso como a levantadora Dani Lins, a ponteira Mari e a cubana Carcaces. A ponteira Jaqueline, titular da Seleção Brasileira na campanha do vice-campeonato mundial, está sem clube e pode deixar as quadras, ficando sem jogar pelo segundo ano consecutivo a Superliga.

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