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CBV lamenta ausência de time do Rio na Superliga masculina





A massificação do esporte em uma cidade olímpica é fundamental nos anos que antecedem os Jogos Olímpicos. No entanto, a menos de dois anos para o início do Rio 2016, para a tristeza dos cariocas, a sede da maior competição esportiva do planeta não terá um representante sequer na Superliga masculina da temporada 2014/2015, que começa neste sábado com o duelo entre os mineiros Minas e Juiz de Fora.
Campeão da temporada 2012/2013 superando o Cruzeiro na final, o extinto time do Rio de Janeiro não resistiu à crise do megaempresário Eike Batista. Entre 2011 e 2013, através de uma de suas empresas, ele injetou cerca de R$ 13 milhões anuais na criação e manutenção do projeto. No período, o time contou com astros da seleção brasileira, como Bruninho, Lucão, Leandro Vissotto e Mário Jr.. Porém, por conta de dívidas bilionárias, Batista encerrou os investimentos no vôlei no fim de 2013. A equipe foi perdendo dia após dia os seus principais jogadores, mas ainda se manteve até o fim da competição e obteve um honroso quinto lugar. Contudo, não conseguiu sobreviver e encerrou as atividades.
- É horroroso não termos um time do Rio. Eu mesmo sou do Rio de Janeiro e sempre torci para que a gente tivesse no Rio uma equipe participando da Superliga. Eu lamento bastante a situação. A gente vai fazer o possível junto à federação do Rio. Na Superliga masculina tem espaço para ter uma equipe do Rio de Janeiro. Vamos tentar fazer o possível junto com a federação local para viabilizar a entrada de equipes dentro das próximas Superligas - comentou Radamés Lattari, diretor geral da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), durante o lançamento da Superliga 2014/2015 na última terça-feira.
vôlei bruninho rio de janeiro e minas (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

A cidade ainda segue muito bem representada na Superliga feminina. Atual bicampeão entre as mulheres, o Rio de Janeiro buscará nesta temporada o seu décimo título nacional. Campeão olímpico e integrante do Time de Ouro de comentaristas da TV Globo, Giba acredita que a ausência do Rio não é boa para o esporte. Porém, ele defende a tese de que, assim como acontece na Itália, é normal que as grandes cidades brasileiras não tenham clubes de vôlei.
- Se você parar para ver, antes do Rio de Janeiro, fazia uns 15 anos que não tinha um time na cidade. Eu pego como exemplo a Itália. As grandes cidades italianas não têm times, só nas cidades pequenas, como Treviso, Cuneo e Piacenza. O Brasil está pegando essa tendência. Como o vôlei é um "esporte família", a carência do interior faz com que sejam criados times em cidades menores - afirmou Giba.
festa volei rio de janeiro x cruzeiro maracanazinho (Foto: André Durão)

Entre os jogadores, a ausência do Rio também é motivo de lamentação. Ponteiro titular da seleção brasileira e do Sesi-SP, Lucarelli resume bem o sentimento dos atletas que disputarão a próxima Superliga.
- É uma pena não ter um time no Rio de Janeiro, uma cidade que gosta muito de vôlei, do esporte e vai ter as Olimpíadas. Espero que isso mude, todos nós jogadores esperamos isso. É importante para o vôlei brasileiro - comentou Lucarelli.

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