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Zé Roberto pede respeito contra o Cazaquistão




Treino da seleção feminina de vôlei no Mundial da Itália (Foto: Lydia Gismondi)

vDuas das maiores potências do vôlei, Rússia e Estados Unidos estão no caminho do Brasil na segunda fase do Mundial da Itália. Antes dos esperados confrontos, no entanto, a seleção brasileira precisa aproveitar as duas primeiras partidas mais fáceis para acumular pontos na briga pela classificação para a terceira fase. A primeira delas é contra o time mais fraco da chave, o Cazaquistão, nesta quarta-feira, no Palaolimpia, em Verona. Apesar da pouca tradição do adversário de estreia, o técnico José Roberto Guimarães prega respeito e garante que o rival não é bobo. 

- É um time com uma armação diferente de recepção. É um time que joga com velocidade e mais combinações de ataque do que os outros. Não é um time bobo, não. Eu nem gosto dessa palavra "bobo". É um time que precisa ter respeito, porque tem boas jogadoras ali. É preciso tomar cuidado - ponderou Zé Roberto.

Primeiro colocado no Grupo B pela primeira fase, o Brasil vai enfrentar na estreia o quarto e último do Grupo C. O Cazaquistão perdeu para Holanda, Estados Unidos e Rússia, mas conseguiu avançar com as vitórias sobre a Tailândia e o México. Agora no Grupo F da segunda fase, a equipe aparece apenas em oitavo, última colocação, uma vez que a pontuação é acumulativa. Com isso, as chances de seguir na disputa são pequenas. É justamente o fato do time não ter nada a perder, porém, que deixa as brasileiras ficarem alertas. 

- É um time que não tem muita responsabilidade. Quando o time tem isso a seu favor, e sabe usar, é complicado. Para elas, isso pode ser um fator positivo. A gente tem que tentar entrar e colocar logo o nosso ritmo para deixar o placar distante e não deixar o Cazaquistão gostar do jogo – alertou a ponteira Fernanda Garay.

O treinador da seleção também vê qualidades técnicas no time do Cazaquistão que merecem atenção. Além do sistema de passe e formação dos ataques diferentes, as rivais bloqueiam bem. A altura das jogadoras facilita o trabalho na rede. São quatro atletas na casa dos 1,90m: as centrais Alena Omelchenko (1,95m), Lyudmila Anarbayeva (1,92m) e Olga Nassedkina (1,90m), e a oposto Tatiana Mudritskaya (1,95m).

Nos dois primeiros desafios, contra Cazaquistão e Holanda, a seleção brasileira tem como meta não perder nenhum ponto. Para isso, precisa vencer os dois jogos por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1. O importante é chegar nas partidas mais difíceis com o o maior somatório possível. Atualmente, o Brasil aparece um ponto atrás do líder Estados Unidos, por ter perdido dois sets na vitória sobre a Turquia, na primeira fase.

- A gente precisa construir resultados. A gente precisa tentar abrir exatamente para somar pontos para o futuro. Nós não sabemos o que vamos pegar para frente. Então, esses dois jogos são extremamente importantes e, depois, vamos pensar na Rússia e nos Estado Unidos. A concentração total agora é no Cazaquistão e na Holanda – afirmou Zé Roberto.

Os três melhores classificados dos oito do Grupo F avançam para a terceira fase, quando se juntam aos três melhores do Grupo E. Destes seis times, saem os quatro semifinalistas.

A partida de estreia do Brasil na segunda fase será às 15h, no horário de Brasília

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