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FIVB retém prêmio de R$ 4 mi à CBV





A Rússia garantiu o ouro na final do torneio olímpico masculino de voleibol de Londres 2012

Em mais um capítulo da grave crise do vôlei do país, a Confederação Brasileira (CBV) acusa a Federação Internacional (FIVB) de não ter repassado à entidade nacional o pagamento de premiações de dois torneios. Segundo a CBV, a FIVB deve mais de 1,5 milhão de dólares (quase 4 milhões de reais) relativos aos resultados obtidos pela seleção feminina no Grand Prix (sagrou-se campeã) e da masculina na Liga Mundial (vice-campeã). O "confisco" cobriria as garantias financeiras do Brasil, que desistiu de sediar a Liga Mundial de 2015 como forma de protesto pelas punições dadas ao técnico Bernardinho e aos atletas Mário Júnior, Murilo e Bruninho  por fatos ocorridos no Mundial da Polônia, disputado em setembro deste ano.

Na ocasião, Bernardinho foi suspenso por dez partidas, mais multa de 2.000 dólares por uma série de acusações: ausência na coletiva de imprensa, gestos feitos no fim da partida contra  a Polônia, conduta violenta contra o presidente do comitê de controle e diretor de imprensa e declarações contra a FIVB. Mário Júnior foi punido por seis jogos por ter atirado uma toalha contra um representante da entidade. Murilo, que chegou a ser acusado de ter jogado a mesma toalha, mesmo sem ter sido relacionado para a partida, também foi punido com um jogo de suspensão. O levantador Bruninho levou a pena mais branda: multa de 1.000 dólares por não ter comparecido a uma coletiva de imprensa

"A FIVB tem retido o pagamento dos prêmios recebidos pela CBV na Liga Mundial e Grand Prix, sem o consentimento da CBV. A FIVB quer usar o valor como compensação para taxa de sediamento", afirmou a entidade nacionam em nota. Procurada, a FIVB não se pronunciou a respeito. A Federação Internacional tenta negociar uma saída para a crise com a CBV, iniciada depois das denúnias de desvio de dinheiro contra Ary Graça, ex-presidente da CBV e atual mandatário da FIVB. 

Fontes da entidade sediada na Suíça afirmaram que já abriram contato com o Brasil por meio de e-mails e telefonemas. Em janeiro, reuniões devem ser realizadas para manter a competição no Brasil. Caso a CBV mantenha a sua posição, o vôlei brasileiro pode receber três punições, de forma individual ou cumulativa: suspensão de um ano das competições internacionais, ficar quatro anos sem sediar eventos promovidos pela FIVB e a cobrança de uma multa que varia entre 44.000 dólares (118.000 reais) a 110.000 dólares (297.000 reais).

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