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Banco do Brasil retoma parceria com seleção brasileira de vôlei




 

Menos de um mês depois de anunciar a suspensão do patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) por causa de escândalos de desvios de verba na entidade, o Banco do Brasil (BB) retomou a parceira com a entidade e já voltou a financiar as seleções masculina e feminina.

O esporte olímpico coletivo mais vitorioso do país estava ameaçado pelo fim da parceria, desde que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades da ordem de R$ 30 milhões em desvios de contratos feitos pela CBV com empresas pertencentes a dirigentes da entidade, ex-dirigentes ou pessoas ligadas a eles.

A informação é do técnico da seleção masculina Bernardinho, uma das vozes mais contundentes contra os desvios ocorridos em sua maioria na gestão do ex-presidente Ary Graça Filho.

"O patrocínio já foi retomado, os pagamentos. Fui informado que a CBV cumpriu algumas exigências, é uma boa notícia", disse o treinador.

Após o relatório da CGU apontando irregularidades, o Banco do Brasil decidiu suspender o patrocínio e apresentou uma série de exigências à CBV para voltar a receber a verba. Algumas deles estavam sendo negociadas num aditivo ao contrato de patrocínio.

Entre as irregularidades constatadas pela CGU, após denúnicas publicadas inicialmente pela "ESPN Brasil", havia desvios no repasse de bônus de performance pago pelo BB, que não estava sendo destinada aos atletas e à comissão técnica.

A crise no vôlei brasileiro provocou uma guerra entre a CBV e a FIVb e gerou um protesto dos jogadores da seleção no ano passado. Em meio a disputa, a FIVb resolveu punir o técnico Bernardinho com 10 jogos de suspensão e multa de US$ 2 mil; o líbero Mário Júnior, com seis jogos de suspensão; Murilo Endres, com um jogo, e o capitão da seleção, Bruno Resende, multado em US$ 1 mil, por causa de confusão ocorrida no Mundial da Polônia, este ano. Na ocasião, Bernardinho havia visto a punição como uma "retaliação" da FIVb.

Como consequência das punições e em represália à entidade internacional, a CBV anunciou que não vai mais promover a fase final da Liga Mundial, prevista para acontecer no Rio em julho do ano que vem.

A CBV entendeu as punições anunciadas pela FIVb como mais um golpe em meio à divulgação de relatório da CGU, principalmente, depois do fato de a entidade ter decidido processar os responsáveis pelos contratos e pagamentos suspeitos na gestão de Ary Graça.

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