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Sesi vence Molico Osasco na Copa Brasil e faz final contra Pinheiros




A seleção feminina de vôlei tinha acabado de conquistar a primeira medalha olímpica da história, nas Olimpíadas de Sydney, quando Flamengo e Vasco fizeram a final da Superliga 2000/01 com um Maracanãzinho lotado. Desde então, nenhuma grande competição nacional foi decidida sem a presença de Osasco ou do Rio de Janeiro, as duas equipes mais tradicionais do vôlei brasileiro. O tabu será quebrado neste sábado, na decisão da Copa Brasil, em Cuiabá (MT), graças ao Sesi-SP e ao Pinheiros. O time da Vila Leopoldina derrotou na noite desta sexta-feira o Osasco por 3 a 0, parciais de 26/24, 25/20 e 25/18, e enfrentará na decisão o Pinheiros, que surpreendeu o Rio de Janeiro em quatro sets. A final será realizada neste sábado, também em Cuiabá (MT), às 19h, com transmissão do SporTV.
Na reedição da final da Copa Brasil do ano passado, o Sesi-SP superou o Osasco, que jogou desfalcado das campeãs olímpicas Dani Lins e Thaisa, duas das melhores atletas do elenco. Pelo lado do Sesi-SP, o único problema foi a líbero Suelen, que, machucada, não foi utilizada em momentos importantes do jogo. No primeiro set, o Osasco começou melhor e chegou a abrir cinco pontos de vantagem. Entretanto, o Sesi-SP se recuperou, virou a parcial e depois não teve dificuldades no restante do jogo para chegar à vitória.
O bloqueio do Sesi-SP fez toda a diferença, com 16 pontos da equipe neste quesito, contra somente seis do Osasco.  A levantadora Carol Albuquerque, de 38 anos, também fez uma ótima partida, conseguindo distribuir as bolas entre as atacantes do Sesi-SP. Pelo lado do Osasco, a cubana Carcaces foi o principal nome, mas não conseguiu evitar a derrota.
Lara, Osasco x Sesi-SP (Foto: Alexandre Arruda / CBV)
A central Bia foi eleita a melhor jogadora da partida e está confiante para o título da Copa Brasil:
- A gente sabia que ia ser difícil, estudamos muito bem elas e viemos para ganhar. Amanhã é outro jogo, vamos para cima. Ano passado ficamos como vice, mas esse ano a gente vai ganhar. Agora é estudar as adversárias - disse a camisa 20.
A Copa Brasil é disputada no sistema de "mata-mata". As oito primeiras colocadas do primeiro turno da Superliga se enfrentaram em jogo único, com mando de quadra para os times de melhor campanha. As semifinais aconteceram em Cuiabá (MT) em jogo único, assim como a decisão deste sábado.
Adenízia, Osasco x Sesi-SP (Foto: Alexandre Arruda / CBV) 
O início do primeiro set "enganou". O Osasco abriu 6 a 1, com destaque para os saques da cubana Carcaces. A vantagem seguiu grande até o placar apontar 15 a 11. Foi ali que o bloqueio do Sesi-SP começou aparecer. Com três pontos seguidos do "Paredão da Vila Leopoldina", a equipe passou à frente no placar, 20 a 19. Quando o jogo estava 23 a 23, a campeã olímpica Mari entrou em quadra pelo Osasco, mas não conseguiu evitar a derrota. Vitória do Sesi-SP por 26 a 24.
A segunda parcial foi totalmente dominada pelo Sesi-SP, que abriu 3 a 1 no início e não largou mais a ponta. O Osasco errava bastante, enquanto o time da capital paulista se aproveitava dos contra-ataques e principalmente dos bloqueios de Fabiana e Mari. Quando o jogo estava 22 a 19, as jogadoras do Sesi-SP reclamaram de uma marcação do árbitro e Mari quase levou uma punição. Mas nada parecia parar o time do técnico Talmo Oliveira, que venceu a parcial por 25 a 20.
A tônica do terceiro set foi parecida com a do segundo. O Sesi-SP abriu vantagem no início e, quando o Osasco esboçava uma reação, o bloqueio funcionava e acabava com as pretensões do time de azul. O paredão tinha Bia, Suelle, Bárbara, Maria e principalmente Fabiana, capitã da seleção brasileira. Quando o set chegou ao segundo tempo técnico, a vantagem já era de sete pontos, 16 a 9. No fim, 25 a 18 para o Sesi-SP e a vaga na decisão.

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