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Bauru é campeão da Superliga Feminina B e garante vaga na elite




Um ano depois de ver adiado seu sonho de chegar à elite vôlei feminino nacional, quando perdeu a final da Superliga B de 2014 para o São José, o Vôlei Bauru pôde, enfim, festejar este feito na manhã deste domingo ao vencer o Sogipa, de Porto Alegre (RS), por 3 sets a 0 (25/18, 25/20 e 25/18), na decisão da temporada 2015 da divisão de acesso à Superliga feminina. A partida, realizada no ginásio Panela de Pressão, em Bauru, teve casa cheia, com os cerca de 2 mil torcedores festejando a chegada de seu time à Superliga feminina de 2016.

Vôlei Bauru x Sogipa, final, Superliga B (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

Para conseguir o feito, o time do técnico Chico dos Santos precisou superar a ansiedade e a expectativa de enfrentar um surpreendente Sogipa que, após ficar apenas na quarta colocação na fase de classificação, eliminou o até então invicto Valinhos na semifinal. Bauru chegou à decisão com uma campanha de apenas uma derrota, justamente para Valinhos, cujo elenco também esteve na Panela de Pressão neste domingo para receber a medalha de bronze.

No primeiro set, empurrada pelos cerca de 2 mil torcedores que lotaram o ginásio, a equipe bauruense abriu 4 a 0 e deu a impressão que comandaria o placar. Mas as gaúchas reagiram com um jogo consistente na defesa e mantiveram o placar equilibrado até o segundo tempo técnico. A partir de então, Bauru abriu quatro pontos (19 a 15), utilizando-se bem de suas atletas mais altas como Carol e Soninha para conquistar pontos importantes de bloqueio. No primeiro set point que teve a seu favor e, após um belo rali, Soninha fechou o primeiro set (25 a 20) com uma largada no meio da quadra gaúcha.

Vôlei Bauru x Sogipa, final, Superliga B, Fernanda Melo (Foto: Alexandre Arruda / CBV) )

No segundo set, o técnico Marcos Toloni, do Sogipa, mandou seu time forçar o saque para quebrar o ritmo do ataque bauruense, mas os erros neste fundamento aumentaram e permitiram que as bauruenses abrissem folgada vantagem desde o início (9 a 2), que se manteve até o fim da etapa, fechada com um ataque de Hellen Abreu: 25 a 18.

No set final, Bauru impôs um ritmo forte e deu a impressão, de novo, de que fecharia com extrema facilidade – chegou a abrir 13 a 5. Mas o Sogipa novamente reagiu e foi para o segundo tempo técnico apenas cinco pontos atrás (16 a 11). Mas na volta, as gaúchas empacaram, Bauru abriu vantagem de novo (19 a 11) e encaminhou a vitória por 25 a 20, que chegou com um ataque potente de Fernanda Melo, a segunda maior pontuadora da partida, com 13 pontos.

Experiência

Se após a partida havia um consenso, esse era o de que a experiência do time bauruense foi preponderante para o resultado. Segundo o técnico Chico dos Santos, do Vôlei Bauru, sua equipe ganhou o jogo "no coração", na dedicação, mas também apoiado na experiência de algumas de suas atletas.

– Já ganhei vários títulos internacionais, mas esse com o Bauru foi especial, foi uma das maiores emoções, pelo esforço delas. Cheguei aqui em agosto, as meninas não estavam acostumdas com alguns conceitos do treino em alto nível, mas elas compraram nossa ideia e o resultado está aí. Hoje [domingo] vencemos com o coração, mas a experiência de atletas como a Soninha, a Camila Adão e a Hellen Abreu foi decisiva – afirmou o técnico bauruense, referindo-se às jogadoras que têm 37, 30 e 27 anos, respectivamente.

O treinador Marcos Toloni, do Sogipa, admitiu que o adversário foi superior e também destacou que a maior experiência do elenco bauruense foi decisiva.

Vôlei Bauru x Sogipa, final, Superliga B, Camila Adão (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

– Bauru se comportou muito bem neste jogo, soube explorar nossas deficiências, mostrou um volume grande e, acima de tudo tem mais experiência. E isso conta muito numa decisão – disse Toloni após o jogo.

Com 30 anos de idade e 15 de carreira, a levantadora Camila Adão foi um dos destaques do Bauru e revelou que, mesmo com toda a bagagem, ainda sente emoção após uma conquista como a deste domingo.

– A sensação que eu tinha ontem [véspera do jogo] era a mesma que eu senti antes do meu primeiro jogo. É o mesmo friozinho na barriga – disse a levantadora.

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