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Presidente do Bauru promete contratação de alto nível para a Superliga





volei bauru feminino

​Advogado formado pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru (ITE) e apaixonado por esportes, em especial o vôlei, o presidente do CONCILIG/ Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli, bateu um papo com a LE nesta semana.

Presidente da equipe desde sua fundação, em 2005, Adriano comanda o projeto do vôlei na cidade, desativado desde o fim do Bauru Atlético Clube (BAC), desde as categorias de as categorias de base, na Associação Luso Brasileira. Em 2009, a equipe filiou-se à Federação Paulista de Vôlei e começou a disputar competições oficiais, como o Campeonato Paulista (1ª divisão). Desde 2013, com o aporte do patrocinador master CONCILIG Recuperação de Crédito, a equipe conseguiu o acesso para a divisão especial do Campeonato Paulista e, recentemente, o título da Superliga B, com o acesso para a elite do vôlei nacional (foto acima). Agora, a equipe finaliza a montagem do elenco para a disputa da temporada, com os treinos voltando na metade de maio.

Locomotiva Esportiva: Adriano, primeiramente parabéns pelo título e acesso. Nós vimos todo o trabalho e esforço feito, mas, mesmo assim, você considera que o feito foi mais tranquilo do que parecia? Afinal, Bauru só perdeu uma partida (para o Valinhos, por 3 a 0), e não perdeu nenhum set em casa.

Adriano Pucinelli: Eu acho o contrário, foi mais difícil do que parecia. Nós montamos uma equipe de nível Superliga A para jogar a Superliga B, e perdemos do Valinhos fora de casa e também tivemos muita dificuldade para ganhar lá do Sogipa, que foi 3 a 2 para a gente. A verdade é que na parte final, no mata-mata (semifinal e final), a nossa equipe se desenvolveu muito bem e, aí sim, jogou todo o voleibol que esperávamos, conseguindo ganhar com certa tranquilidade.

LE: Por quê houve a opção pelo ingresso beneficiente? A renda que viria com o valor dos ingressos, não fez falta para a equipe?

NOTA: Nas partidas do CONCILIG/Vôlei Bauru na Superliga B, o ingresso era 1kg de alimento não perecível ou um litro de leite.

AP: Veja bem, não foi uma questão de "não fazer falta", o dinheiro sempre é bem vindo. Mas qual foi o pensamento? Naquele momento, a gente precisava massificar o vôlei na cidade, era mais importante ter casa cheia, a presença do público incentivando a equipe, do que propriamente o dinheiro. Mas essa é uma situação que a gente não vai conseguir repetir nas competições de elite, como a Superliga A, que haverá a cobrança de ingressos. Achamos que poderíamos fazer uma promoção ajudando as entidades com os alimentos, que sabíamos que seria bem vindo e, ao mesmo tempo, divulgar a equipe para todo o público de Bauru e região.

Adriano Pucinelli

 

LE: Por quê o projeto, desde 2005, deu certo na cidade?

AP: Eu acredito que todo projeto sério e honesto tende a dar certo. Logicamente, estamos falando de um esporte de competição, onde você também tem que trazer a parte da competitividade em si, mas desde lá de trás, quando começamos a trabalhar com uma equipe infantil, nós sempre honramos os compromissos com as atletas, federações, eu acho que isso é um ponto muito importante, casando com, no final, a vinda de profissionais que dominam muito a matéria do voleibol.

LE: Veio pra ficar?

AP: Veio pra ficar, se Deus quiser.

LE: Por quê houve a ideia de reiniciar o projeto do vôlei em Bauru?

AP: Na verdade, Bauru sempre teve um voleibol feminino muito forte. Na época, com o BAC, houveram equipes competitivas a nível regional; inclusive, se não estou enganado, em 99 ou 2000, disputaram a elite do vôlei paulista. Mas aí, por falecimento do presidente e os problemas que o BAC enfrentou, houve a desativação do time de vôlei.

Naquele momento, eu estava ingressando na diretoria de vôlei da Luso, e resolvemos iniciar um pequeno projeto, apenas com o time infantil, na época. Este projeto foi tendo frutos, resultados, etc. Não custa lembrar que, desde início, revelamos a atleta Mayhara, que acabou de se sagrar campeã da Superliga A pelo Rio de Janeiro, no curso desse processo, a Ana Paula, que acabou de acertar com o Pinheiros também estava no projeto, entre outras. Então, foi crescendo aos poucos e, desde o início foi "Paitrocinado" pelo Grupo Prevê, e teve um "start" muito bom com o Grupo CONCILIG, quando podemos contar com mais recursos financeiros, verba maior, etc.

LE: Hoje, em Bauru, o basquete está totalmente consolidado, o Noroeste está se reerguendo e o time de futsal da FIB, correndo por fora.  Enquanto isso, o vôlei é o esporte com maior crescimento. Você acha que a cidade tem espaço para comportar todas essas modalidades?

AP: Não tenho dúvidas. A cidade tem espaço pro vôlei, para o Bauru Basket, futsal e outras modalidades, como natação, handebol, etc. Na verdade, quanto melhor estiver o esporte, em geral, melhor para todos. Você desenvolve uma cultura desportiva, e não é só isso: não podemos esquecer que o esporte não é só a competição, também é a saúde, o bom exemplo, o espelho para nossas crianças, que faz muita falta quando eles não existem. O esporte no Brasil é a maior chance de evolução social que existe. Então, penso que com o crescimento de todas as modalidades, você vai trazer mais espelhos para as crianças, teremos mais praticantes e, consequentemente, menos crianças para serem adotadas por traficantes.

LE: Mas com a população com todas essas opções, o que fazer para atrair as pessoas para assistir a um jogo de vôlei?

AP: O público, quando tem diversas atrações, pode ser que fique mais seletivo. O que você tem que trazer para o público, então? Um bom espetáculo. Por quê o futebol brasileiro, hoje, não traz tanto público, e o futebol europeu traz? O espetáculo do futebol europeu é de alto nível, e o do Brasil, cada vez menor. Falando de uma Superliga: estamos trazendo equipes como Rio de Janeiro, Osasco, SESI, Pinheiros, entre outras, e, naturalmente, o público amante do voleibol vai querer assistir, além de torcer para a equipe de Bauru, que será competitiva.

LE: Quanto a isso, houve até a possibilidade de transferência da Jaque para Bauru, mas não se concretizou, porque Bauru não conseguiu o acesso. Agora, na Superliga A, vem alguma jogadora com passagem pela seleção, Olimpíadas, etc?

AP: Não podemos esquecer que no Campeonato Paulista tivemos uma campeã Olímpica em nosso elenco, a Valeskinha. Mas a resposta é sim, tem jogadora de alto nível vindo por aí.

LE: Temos o nome?

AP: Tem, mas não podemos divulgar (risos).

NOTA: A diretoria já contratou/renovou com as seguintes atletas: A levantadora Camila Adão, as ponteiras Nayara Felix, Natiele Gonçalves, Hellen Abreu e Natacha, as líberos Mariana e Andressa Krachefski, as centrais Dani Suco, Alanna, Carol e Ana Paula e a oposta Fernanda Melo. Hoje (02/05), foi confirmada a contratação da levantadora Ana Tiemi, que estava no vôlei turco, recentemente convocada para a seleção brasileira.

LE: Com o recente imbróglio do Ginásio Panela de Pressão, caso não dê para atuar lá, o que será feito?

AP: Nós estamos vendo situações alternativas, que também não posso divulgar porque ainda estamos em negociação, mas estamos correndo atrás. É uma pena, se o único ginásio em atividade em Bauru, que comporta público, não puder ser utilizado. A gente espera que essa situação seja resolvida, mas independente disso, a diretoria está tentando viabilizar outras parcerias.

LE: Mas ainda aqui em Bauru?

AP: Sim, ainda em Bauru.

LE: A Prefeitura, tirando o aluguel da Panela de Pressão, dá algum auxílio para a equipe?

AP: Através da Prefeitura temos alguns projetos de incentivo, então as empresas podem apoiar, não só o voleibol, como todas as modalidades que competem por Bauru, através de doação de 5% do que recolhem pelo ISS (Imposto Sobre Serviços). Além disso, através do Conselho Municipal de Esportes, podemos apresentar projetos que podem ser agraciados com verba; tivemos, até o ano passado, este apoio.

LE: No projeto de construção da nova arena, o vôlei está tendo alguma participação no processo, ou é totalmente da prefeitura, que cederia o espaço para a prática dos jogos?

AP: Este projeto, pelo que temos conhecimento, é um projeto da Prefeitura, que teve um apoio do Bauru Basket, para conseguir o projeto. Mas a execução da obra, que será feito com verba federal, salvo engano, é toda pública.

 LE: Para a próxima temporada, principalmente no Paulista e na Superliga A, qual o plano da equipe? Brigar pelas finais ou a preocupação é em se manter na elite, para depois desenvolver?

AP: Nos Jogos Regionais e Jogos Abertos entramos representando a cidade, e não tenha dúvidas que a ideia é o título e, se não for possível, medalhas. No Campeonato Paulista, a meta no ano passado era se manter na elite. Agora, essa meta dará um passo adiante, e agora é estar entre os semifinalistas. Na Superliga, serão 12 equipes, e 10 se manterão na elite. Então, a primeira ideia é se manter, mas acreditamos que com o elenco que está sendo montado, é possível figurarmos entre as 8 participantes dos playoffs.

LE: Qual o recado para torcida, tanto para que já foi, quanto para a que ainda não foi ao ginásio prestigiar a equipe?

AP: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos que estiveram presentes na final da Superliga B, que tivemos um público enorme, vocês viram a festa que foi, não só pela quantidade, mas também pela qualidade. E quando digo qualidade, é por uma torcida que entende de voleibol, participou e empurrou a equipe, a hora que ameaçavam parar, a torcida fez o time voltar para o jogo, ela tem um papel fundamental nesse sentido. Então, para todos que participaram e assistiram a esse projeto desde o início, fica aqui nosso agradecimento.

Para o futuro, não tenha dúvida que montando uma equipe competitiva e estando na elite do voleibol, tanto no nível estadual ou nacional, é muito importante a participação do público. Se tivermos casa cheia, faremos a diferença nas partidas, e não só no resultado, mas também em como Bauru é vista no mundo do vôlei. A imagem que ficou na final da Superliga B foi essencial para que alguns dos reforços que estão vindo, acreditassem no projeto e escolhessem Bauru.

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