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Flamengo fica longe da Superliga




Equipe de Vôlei Juiz de Fora conversa antes do treino  (Foto: Roberta Oliveira)

 

A situação do esporte não anda das melhores. As dificuldades financeiras são grandes para se manter times de impacto. Em competições importantes, clubes desistem de participar ou até mesmo encerram suas atividades, como aconteceu com o Palmeiras no Novo Basquete Brasil. No vôlei, o cenário é semelhante. Os planos do Flamengo de fazer uma parceria com Juiz de Fora para disputar a Superliga Masculina estão indo por água abaixo diante da falta de interesse de empresas privadas.

Vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa mostrou um grande desânimo diante da busca por patrocinadores capazes de ajudar o clube a voltar a disputar a competição. Juiz de Fora participou da edição passada e terminou na nona colocação. O clube mineiro já deu início as suas atividades com o impasse do projeto de parceria.

- O Flamengo sempre deixou claro que só anunciaria sua volta à Superliga no dia em que houvesse 100% de certeza, por conta da captação de patrocínios. Infelizmente, não conseguimos até agora. Falamos com cerca de 120 empresas sobre o projeto. A maioria elogia, diz que tem interesse no futuro,  mas a resposta padrão é que as verbas de marketing estão sendo cortadas e/ou comprometidas. Estamos em um país que vai enfrentar uma recessão de 2% em 2016. Outras equipes da Superliga estão na mesma situação e também não confirmaram inscrição

 Estamos falando do time mais popular do país e o segundo esporte em termos de popularidade. Imagine as dificuldades das outras equipes e dos demais esportes. Reflexo puro da pobre cultura esportiva brasileira"
Alexandre Póvoa

Apesar de entender as dificuldades do cenário esportivo brasileiro, Póvoa lamenta o que vem acontecendo em uma reta final de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Para o dirigente, há uma barreira cultural, além da financeira, para o desenvolvimento das modalidades, mesmo com alguma ajuda do Governo.

- Por maiores que sejam as dificuldades, é decepcionante o baixíssimo apoio das empresas privadas ao esporte brasileiro, quanto mais nesse ciclo olímpico . Estamos falando do time mais popular do país e o segundo esporte em termos de popularidade. Imagine as dificuldades das outras equipes e dos demais esportes. Reflexo puro da pobre cultura esportiva brasileira.  O Governo do Estado, que aliás, nesses últimos dois anos e meio sempre esteve do nosso lado, prometeu nos ajudar com uma Lei de Incentivo, que pode nos auxiliar na captação com as empresas que pagam ICMS no Estado - explicou.

Mesmo com todos os obstáculos, o Flamengo ainda tem esperança em participar da Superliga nesta temporada. No entanto, Póvoa reconhece que o tempo é curto para captar recursos e acertar contratações de reforços para o time ter condições de disputar de igual para igual com as grandes forças da competição.

- Não estabelecemos nenhuma deadline, mas a partir do final de agosto começa a ficar complicado para fazer time. Da parte do Flamengo, não há ninguém contactado pelas razões expostas. Mas sabemos que muitos bons jogadores ainda não têm contrato pelas dificuldades em vários times. Triste realidade do esporte brasileiro - afirmou.

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