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Jaqueline desfruta chamado para ir ao Pan após tristezas em 2007 e 2011




A seleção feminina de vôlei do Brasil fez o segundo treino em São Paulo  (Foto: Divulgação)

Zé Roberto Guimarães decidiu levar Jaqueline para a disputa do Pan-Americano e fez a ponteira do Brasil abrir um largo sorriso durante a conversa com a reportagem do GloboEsporte.com, no Ginásio do Ibirapuera, na tarde de quarta-feira. A vontade de participar dos Jogos, em Toronto, no Canadá, sempre foi algo externado pela jogadora e terá um sabor triplamente especial.
Bicampeã olímpica (Pequim e Londres), Jaque ainda não subiu no lugar mais alto do pódio do maior evento do continente americano. Convocada em 2007 (Rio) e 2011 (Guadalajara), a bela pernambucana foi cortada em ambas, dois dos piores momentos de sua carreira profissional. "Em casa", foi pega no exame antidoping. No México sofreu uma grave lesão. 
Durante o primeiro set da partida de estreia da seleção contra a República Dominicana, a mãe de Arthur e mulher de Murilo bateu a cabeça com a companheira Fabi, caiu no chão, saiu da quadra de maca, imobilizada, e foi para o Hospital San José. Os exames constataram uma fratura na cervical, e Jaque retornou ao Brasil.
- Encaro como superação depois de tudo o que aconteceu comigo. Querendo ou não, foi um momento muito delicado da minha carreira, já que beliscou a medula. Tento levar isso como aprendizado, ter dado a volta por cima, me tornado bicampeã olímpica. Isso faz parte do nosso crescimento. Por mais que seja difícil, fez parte do meu. Estou muito feliz com essa convocação depois de dois Pans fora - relembrou Jaque, que ficou duas horas sem conseguir mexer nenhum membro abaixo do pescoço, e ainda brincou com a "cabeça dura" de Fabi.
Verdade seja dita, o ouro conquistado em cima das cubanas no México fez com que a pernambucana recebesse a medalha. Mas, individualmente, será nas quadras canadenses que ela se sentirá pela primeira vez participando da competição.
- É como se fosse minha primeira convocação para um Pan-Americano. Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade. Temos que dar nosso melhor.
O susto de 2011 e o corte de 2007 fazem a ponteira confessar sua preferência em jogar o Pan de Toronto, abrindo mão do Grand Prix.
- Muito, muito, lógico. Depois de tudo o que aconteceu em Guadalajara, a dificuldade que eu tive naquele momento, não sentir meu corpo da cabeça para baixo...Foi um filme de terror que passou na minha carreira. Poderia estar numa cama até hoje. Graças a Deus, hoje estou aqui.
Jaqueline e José Roberto Guimarães treino seleção feminina vôlei são paulo (Foto: Divulgação/CBV)
A bicampeã olímpica e tetracampeã do Grand Prix chega como uma das estrelas de toda a delegação brasileira em solo canadense. Espelho para muitos jovens, ela sabe que o assédio deverá ser grande, até mesmo dentro da vila dos atletas, e se diz disposta a distribuir sorrisos e simpatia.
- Uma responsabilidade muito grande que venho conquistando há anos, trabalhando muito para chegar a esse respeito e carinho. Isso é conquista diária. Fico feliz com essa responsabilidade que tenho de ser uma das mais antigas, experientes. Tudo o que acontecer lá, como pedido de autógrafos, fotos, vou tentar atender ao máximo. (No passado) eu me espelhava em atletas, ídolos que tinha. Quando eu estiver lá, alguns vão se espelhar em mim e isso vai ser uma honra.
Aos 31 anos, ela não é do grupo de atletas que coloca uma data para dar adeus à seleção. Por isso, prefere não pensar se Toronto pode ser seu último Pan com a camisa ver de e amarela.
Jaqueline Vôlei Brasil (Foto: Fabio Leme)
- Eu nem penso nisso. Vejo tanto atleta dizendo "ai, esse é meu último ano", outros dizendo que vão jogar mais 10 e param em dois, pois não conseguem mais jogar. Não adianta a gente ficar falando, deixo as coisas acontecerem até por ser um momento muito especial na minha vida. Estou com maturidade muito grande, podendo ajudar essa molecada que está chegando, aproveitar as poucas oportunidades. Isso é o mais importante. Entrego pra Deus.

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