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Zé Roberto vê EUA como principal potência do vôlei em 2016






Seleção dos Estados Unidos comemora a vitória e o título do Grand Prix
A um ano do início das Olimpíadas de 2016, o Brasil segue na expectativa de aumentar o número de medalhas no torneio. O técnico da seleção feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, afirmou que a cobrança pelas conquistas existe, mas que o país tem condições de figurar entre os melhores do mundo caso mantenha o mesmo foco apresentado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.
"A gente sabe que essa pressão existe. Vai ser uma Olimpíada difícil, mas o Brasil pode sim ficar entre os dez (melhores). Acho que algumas modalidades vão sofrer mais que outras. Não dá para comparar Pan-Americano com Olimpíadas, mas vi muita expectativa, muito foco. Vejo as meninas do handebol como candidatas à medalha de ouro. Vejo um time muito focado e com muita qualidade, e a gente tem também uma melhora no masculino. Tem algumas modalidades que a gente pode se surpreender. O judô sempre tem medalha, a natação", disse em entrevista ao canal Sportv.
Para ele, a presença de grandes nomes de diversas modalidades é o que serve de incentivo para os atletas nos treinos. "Acho que o Brasil vai aproveitar muito com essa Olimpíada, vamos ver os melhores atletas do mundo em ação. Esse sim vai ser o grande legado da historia esportiva do Brasil", comentou.
Ao observar as condições do país anfitrião nos Jogos, Zé Roberto relembrou a virada da equipe feminina de vôlei sobre os Estados Unidos na final de 2012, garantindo o ouro de forma dramática. "Olimpíada é o momento. Já enfrentamos momentos muito difíceis, 2008 foi tranquilo até. Já em Londres foi uma coisa mais afastada, mais difícil. Na final foi uma bola épica. Quando eu ouço a narração até hoje me dá vontade de chorar".
As adversárias daquela ocasião são vistas pelo técnico como as rivais mais difíceis de se vencer na atualidade. Para o técnico, as americanas são favoritas ao ouro em 2016. "A minha preocupação é tanta que começamos a treinar na segunda feira e logicamente o treinamento tem uma importância muito grande, como treinamos pela manha e vamos treinar pela tarde. Faltam 365 dias, tem time na nossa frente, os Estados Unidos estão muito bem e temos que nos preparar para isso", disse Zé Roberto, que explicou como a estrutura do país favorece os EUA na formação da seleção.
"Os Estados Unidos estão com um técnico muito bom. Ele tem recebido por ano informações de 600 jogadoras de universidades por ano. São 360 universidades fornecendo jogadoras. Então ele está bem servido. É um time que esta jogando muito veloz, com certeza à frente dos demais. Lógico que com certa diferença para a gente, sem parâmetro. Esse ano ficamos desfalcados com o Pan-Americano e o Grand Prix, estávamos sem a nossa força máxima. A gente sente como é que o grupo está vendo, acontecendo, jogando. E a gente vê que os Estados Unidos está com uma dinâmica de jogo a frente de todo o mundo", contou.
A exemplo da seleção americana, o técnico ressalta a importância de investimentos na base dos esportes para formar bons atletas. "Meu sonho e minha grande expectativa é o Brasil mexer com a cabeça dessa criançada, dessa juventude que está surgindo, que sonha em ser um Guga da vida um dia, se espelhar em um grande ídolo para poder surgir jogadores novos e atletas novos. Realmente a base é o centro de tudo", afirmou.
"A gente perdeu essa sequência num passado muito distante. Precisamos repensar os esportes brasileiros e como podemos melhorar esses serviços e ajudar essa base de tantas modalidades pra gente crescer e se tornar num futuro próximo uma potência olímpica", completou Zé Roberto.

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