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Alison e Bruno creditam vaga olímpica à equipe de apoio




Bruno, com o técnico Leandro Brachola, e Alison: time de apoio foi essencial (Foto: Reprodução/Facebook)


Em grande fase dentro de quadra, Alison Cerutti e Bruno Schmidt conseguiram se classificar antecipadamente para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, através de seu desempenho em Majors e Grand Slams do Circuito Mundial de 2015. Mas a vaga olímpica não veio somente por conta de seu talento ou da dedicação nas areias. Por trás do objetivo alcançado, há uma equipe de pelo menos 15 pessoas. Gestor, supervisor, técnico principal, nutricionista, psicóloga, fisiologista, entre outros profissionais. É uma verdadeira empresa.
- Temos um supervisor, um técnico (Leandro Brachola), um preparador, um fisiologista, uma médica, um fisioterapeuta para cada, uma psicóloga que trabalha comigo desde o Emanuel. É um staff e funciona como uma empresa. Todos veem Alison e Bruno na quadra, mas temos de 15 a 20 pessoas por trás. O esporte de alto nível exige isso. Olhando o tênis, por exemplo, o Djokovic tem um time imenso por trás. Tem caras só para aquecer. Não tem como hoje você pegar, botar sua mochilinha nas costas e dizer: "Vou jogar voleibol de alto nível". O Guga, por exemplo, foi campeão em Roland Garros só com o Larri (Passos). Mas, a partir daí, precisou ter um time inteiro por trás – disse Alison.
Com uma participação olímpica e uma medalha de prata em Londres 2012 na bagagem, Alison "Mamute" sabe da importância dessa estrutura para conseguir o sucesso no esporte de alto rendimento. O "staff de bastidores" é ainda mais imprescindível para se manter no topo. E a valorização dessa parte, ele conta, aprendeu com o antigo parceiro, Emanuel, e o ciclo olímpico que fizeram juntos, comandados pela técnica Letícia Pessoa.
- Não quer dizer que vai dar retorno, mas para dar isso é preciso ter isso. Eu aprendi muito com o Emanuel, que me passou coisas da época que ele foi campeão olímpico (com Ricardo, em Atenas 2004). Na verdade, a experiência de você já ter feito uma corrida olímpica te dá base para ver se errou algo, o que errou e ver o que você pode melhorar. 
Bruno chega a sua primeira edição das Olimpíadas e, para ele, esse planejamento foi essencial. Foi a primeira vez que contou com um staff e um modelo desses. O atleta conta que os dois puderam ter tranquilidade para pensar somente no vôlei, se doar ao máximo. Foi a receita do sucesso.
- Foi a primeira vez que tive uma equipe assim. Não tenho vergonha de falar. No ciclo passado, a maior dificuldade para mim foi comprar passagens aéreas e jogar etapas do Circuito Mundial, isso há quatro anos. E nesse ciclo até fisiologista e psicóloga eu tive, para você ver o salto que dei na carreira. Senti na pele a diferença.
Os dois jogadores conversam demais. Alison costuma relembrar momentos em Londres 2012 para preparar ainda melhor seu parceiro. Ele lembra que Emanuel e Leticia Pessoa deram muitas dicas para que ele chegasse à Inglaterra preparado. Há uma história em especial que o "Mamute" conta para inspirar Bruno Schmidt para o Rio 2016.
- Um dia fui tomar café e tinha um cara de agasalho do meu lado. Fui pegar um cereal com leite e ele me deu bom dia. Quando respondi, vi que era o Michael Phelps (nadador multicampeão). Até soltei a bandeja. Quando cheguei na mesa estava rindo, e o Emanuel me perguntou o que tinha acontecido. Falei que encontrei o Phelps. Aí ele disse: "Hoje você está na Vila Olímpica, é igual a ele, você é um atleta olímpico". É isso que tento passar para o Bruno – falou Alison.
Nada disso, contudo, teria acontecido sem aporte financeiro. Além de um auxílio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), dos patrocinadores de cada um, eles recebem o Bolsa-Pódio, do Ministério dos Esportes. Questionado sobre a possibilidade disso permanecer após 2016, Alison demonstrou confiança.
- Os custos são altos demais. É passagem, hotel, alimentação. Esperamos que isso possa se manter não só para gente, mas para os que estão chegando também. Esse é o futuro do esporte, porque o esporte de alto nível é caro, mas traz retorno. Sabemos que podemos pagar nossas contas e, por isso, jogamos tranquilos. Acho que o Brasil tem tudo para continuar o que está acontecendo. Hoje nós temos pessoas em todas as modalidades, desde a canoagem ao futebol, e é algo incrível – concluiu.
Ainda há uma vaga em aberto no masculino e outra no feminino. Ambas as duplas sairão de indicação técnica da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Além de Alison e Bruno Schmidt, Larissa e Talita também se garantiram através do Circuito Mundial nas Olimpíadas de 2016.

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