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Belga Van Hecke chega ao Nestle com moral




Lize Van Hecke Bélgica Osasco vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)
Tímida e calada por ainda não saber falar praticamente nada da língua portuguesa, Lise Van Hecke quase não abre a boca durante o treino no Osasco, no feriado de segunda-feira. Para sorte do atual vice-campeão da Superliga feminina a oposta belga de 23 anos não foi contratada para ser a porta-voz do time, mas sim para fazer o que ela saber melhor: pontos. Uma das principais revelações do vôlei internacional, a maior pontuadora do Campeonato Europeu de 2013 inicia nesta semana a sua primeira temporada fora do Velho Continente, onde ela passou por clubes do seu país e da Itália, sendo o último deles o forte Piacenza, no qual foi campeã italiana no ano passado. Apesar da pompa toda, Lise quer mesmo é aprender com o vôlei bicampeão olímpico.
- Eu tinha propostas da Itália e de outros países da Europa, mas fiquei muito animada com a oportunidade de jogar no vôlei brasileiro, que é um grande vencedor e joga de forma rápida - disse a loira de olho azul, em inglês, um dos três idiomas que ela fala, ao lado do francês e do italiano.
Como está no Brasil há apenas quatro dias, Lise só aprendeu a falar palavras como "oi" e "obrigada" em português, mas ela já fez questão de se ambientar um pouco com a cultura brasileira e saboreou arroz com feijão.
- Eu achei muito bom arroz com feijão. Vi que as pessoas comem bastante e faz bem. Vou tentar comer sempre que der. Também gostei da receptividade das pessoas aqui, são amigáveis e fizeram eu me sentir em casa. Vai ser uma experiência muito legal - comentou a europeia, que já sentiu o carinho do público durante evento para celebrar o Dia das Crianças.
Poder fazer de um time com uma bicampeã olímpica (Thaísa), duas campeãs olímpicas (Dani Lins e Adenízia) e jogadoras da seleção brasileira, como Camila Brait, Suelle e Ivna, também pesou bastante para a escolha de Van Hecke.
- É maravilhoso ter esses exemplos do vôlei ao meu lado. O time aqui tem campeãs olímpicas e jogadoras muito boas e achei que jogar com elas seria muito bom para a minha carreira. Eu sempre vi os jogos delas na seleção e já as enfrentei algumas vezes em competições entre nossos países. Espero que façamos boas parcerias na quadra.
Por não ser uma grande potência da Europa, a Bélgica dificilmente se classificará para as Olimpíadas do Rio 2016. Para isso, a nação terá que ser campeã do Pré-Olímpico Europeu em janeiro do ano que vem ou ficar em segundo ou terceiro lugares no Europeu para tentar uma das três vagas que serão dadas no Pré-Olímpico Mundial, entre maio e junho de 2016.
- Não vai ser fácil a Bélgica se classificar, mas vamos lutar muito. Agora eu moro no Brasil e vou estar bem perto da energia dos Jogos Olímpicos. Adoraria participar, mas, se não der, quero estar aqui para acompanhar a competição.
Lise chega bastante elogiada ao grupo do Osasco. A central Adenízia conhece a qualidade da nova companheira e acredita que ela dará novamente o toque europeu que a equipe deixou de ter após a temporada 2012/2013, quando a italiana Bosetti e a sérvia Sanja Malagurski, ambas ponteiras, deixarem o atual tricampeão paulista.
- Ela é uma jogadora que a gente já conhece, tem bastante talento e pode ser muito importante para o time nesta temporada. É bom ter um toque do vôlei europeu por aqui. Espero que a gente se entrose e se dê bem - disse Adenízia.

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