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Sheilla lamenta arbitragem confusa contra Argentina




Brasil Argentina sul-americano vôlei feminino (Foto: Fabio Leme)

 

O baixo nível técnico e de estrutura do Campeonato Sul-Americano causa uma espécie de saia justa nas jogadoras e no técnico José Roberto Guimarães nas entrevistas. Fatos curiosos como hotel longe do local de jogo, ginásio acanhado e muito quente são obstáculos que muitas campeãs olímpicas têm que passar em Cartagena, na Colômbia, com muita paciência e sorriso no rosto. Na vitória por 3 sets a 0 sobre a Argentina, nesta quinta-feira, um novo percalço foi a arbitragem. Indecisos, primeiro e segundo árbitros batiam cabeça na hora de confirmar o ponto. Em determinados momentos do clássico, as brasileiras e o técnico José Roberto Guimarães não conseguiram esconder suas irritações. 

Mais calma após o final do duelo, a experiente Sheilla colocou seu ponto de vista. Acostuma a disputar grandes competições, a bicampeã olímpica trocou o tom de raiva por um de pena pelo nível de quem comanda a partida.

- É o que a gente fala, às vezes, não dá nem para reclamar. A gente vê que o árbitro está perdido. Dá até dó do árbitro, tadinho - disse a oposta.

Após mais de uma marcação assinalada a favor da Argentina, em lances duvidosos, Zé Roberto fez o sinal de que pedia um desafio. Mas o gesto para a arbitragem foi irônico. O comandante sabe que não há uso de tecnologia no Sul-Americano. Assim como Sheilla, preferiu adotar um discurso mais ameno do que o gesto dos braços batendo nas pernas visto durante a partida e explicou um dos motivos de tanta insegurança no apito.

- Isso faz parte. É complicado, pois são árbitros que não têm a oportunidade de apitar tantos jogos no ano. A gente tem que dar desconto para eles em relação aos erros que comentem, mas não foram erros gritantes, nada que tenha complicado...Enfim, é importante para eles apitarem jogos desse nível - declarou o treinador.

Porém, o experiente tricampeão olímpico fez questão de ressaltar que num todo o continente precisa evoluir, principalmente na qualidade de suas seleções e toda sua estrutura.

- Acho que a América do Sul toda precisa, é importante o trabalho. Tenho visto e conversado bastante com os treinadores dessas equipes, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Paraguai são times que estão tentando trabalhar, melhorar o seu nível. A Argentina, talvez, tenha a chance de se classificar no Pré-Olímpico, que vai ser realizado na Argentina, em Bariloche, em janeiro. A torcida é grande (para a evolução de todos). Claro que são nossos adversários, mas quanto maior for o nível deles, melhor também para a gente.

A decisão da comissão técnica em trazer suas principais atletas para uma competição de baixo nível técnico se deve pelo fato de a seleção não poder participar da Copa do Mundo, que aconteceu no Japão. Por ser o país-sede, o Brasil ficou impossibilitado de atuar e preciso recorrer aos jogos amistosos e o Sul-Americano para dar ritmo às atletas e aprimorar seu condicionamento físico.

Com três vitórias, em três partidas, a seleção brasileira avançou à semifinal na liderança do grupo B. Nesta sexta-feira, enfrenta as colombianas, donas da casa, por um lugar na decisão de sábado. O jogo acontece às 21h (de Brasília).

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