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Atletas se unem contra as mudanças no calendário do Circuito Brasileiro




 Fernanda Berti e Taiana, vôlei de praia (Foto: Paulo Frank / CBV)

A possibilidade de mudança no calendário do vôlei de praia em 2016 tem provocado uma grande movimentação entre atletas e membros da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). De acordo com o novo regulamento, ainda em processo de definição, três etapas do Circuito Brasileiro poderiam ser substituídas por torneios internacionais. De nove etapas programadas anteriormente, restariam apenas seis, diminuindo a participação de jogadores brasileiros que não disputam o Circuito Mundial. Além disso, as etapas no Brasil seriam do tipo Open, ou seja, contariam menos pontos do que Grand Slams, outra medida que desagradou algumas das principais duplas do país, que poderiam perder pontos valiosos no ranking internacional.  

- A CBV está revendo essa história. O martelo ainda não foi batido. Eu acho que, realmente, se fossem só seis etapas, não seria legal para os atletas. Mas os atletas estão se movimentando, e a CBV está escutando. Acredito que isso vai mudar. Ainda não há nada definido. O fato de terem três etapas do Circuito Mundial eu acho muito bom. Mas, sem dúvidas, acho que as etapas do Brasileiro deveriam ser mantidas, conforme previsto anteriormente - disse Pedro Solberg, que irá representar o Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016, ao lado de Evandro.

Vice-campeã mundial, Fernanda Berti contou que aceitou o convite da CBV de migrar da quadra para a praia em prol do desenvolvimento do esporte, no entanto, revelou a sua decepção diante da possibilidade de mudança no calendário. 

- A proposta apresentada era de um maior investimento no esporte, tornando as competições ainda mais fortes com a vinda de atletas da quadra. Sempre tive uma enorme admiração pelo vôlei de praia, e sou apaixonada pela minha profissão. Hoje posso dizer que tenho orgulho de pertencer a essa classe de "atletas da praia", talvez até mais do que na quadra. O esporte é lindo e todo esforço que fazemos para jogá-lo é louvável. Não só o esforço físico, que já é grande, mas também o extra quadra. Há uma grande responsabilidade, pois somos responsáveis em administrar toda a equipe. Contamos com a premiação dos torneios devido à dificuldade em conseguir patrocinadores - disse Berti em seu perfil do Instagram. 

Pedro Solberg, Vôlei de Praia (Foto: Divulgação FIVB)

A paulista de São Joaquim da Barra já integrou as seleções de base e adulta na quadra, mas aceitou fazer parte do projeto para jogadoras em transição para as areias em 2012. Depois de jogar com Drussyla, Júlia Schmidt e Elize Maia, ela acertou no ano passado uma parceria vitoriosa com Taiana, ex-parceira de Talita, que fechou com Larissa após o retorno da medalhista de bronze em Londres 2012.

- Acredito que todos os atletas que estão se manifestando estejam magoados pela falta de reconhecimento e dedicação. Nós amamos o que fazemos mas assim como todos os que trabalham, precisamos ter remuneração. Nós atletas queremos continuar fazendo parte de um esporte que é motivo de alegria e orgulho para o nosso país. Merecemos respeito por isso. Jogo vôlei desde os nove anos e só tenho a agradecer por todos os momentos que passei, bons e ruins. Todos eles me fizeram crescer e evoluir, quero continuar assim.. Crescendo e evoluindo com o vôlei de praia, minha profissão. Meu pedido é que sigam com o pensamento de melhorar e fazer crescer o vôlei de praia. Precisamos de apoio, ajuda e união - acrescentou Berti, radicada há oito anos no Rio de Janeiro. 

A sua parceira, Taiana, endossou as suas palavras e acredita que as manifestações dos jogadores surtirá efeito na entidade.

- A Fernanda foi muito feliz no que escreveu. Espero que isso não se concretize e que tudo possa se resolver da melhor maneira possível, porque quem faz o vôlei de praia brasileiro somos nós, atletas. Todos têm que caminhar juntos para continuarmos a ser um esporte vencedor.

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