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Mudanças no vôlei são boas, mas precisam ser mais discutidas




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A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) anunciou medidas para tentar diminuir o tempo de jogo. A entidade quer acabar com comemorações excessivas entre os pontos, o que torna uma partida de cinco sets muito longa: hoje com cerca de 2hs30.
Realmente o jogo de vôlei ficou longo e as comemorações e principalmente o ritual para executar o saque são chatos e repetitivos. Entre um ponto e outro sempre dá tempo para o torcedor bater um papo com o amigo do lado ou se distrair com outra coisa sem perder parte do jogo.
A intenção da FIVB com essas medidas é que um jogo de vôlei tenha, no máximo, 1h50. A iniciativa é ótima, mas precisa ser mais discutida, especialmente com técnicos de todo o mundo. É necessário ouvir o ponto de vista da maioria antes de mudar.

O problema é que a FIVB não pensa assim. Tanto que debateu o assunto na última reunião e já vai recomendar aos árbitros que exijam que os atletas sejam mais rápidos nas comemorações já nas próximas competições. As recomendações aos árbitros, no entanto, não serão suficientes.
É preciso criar regras. É necessário definir um tempo máximo para que o jogador execute o saque após um ponto. Como é na praia. Se isso não acontecer, a mudança será muito subjetiva e pode mudar de acordo com a interpretação de cada árbitro. Definir punições para tais atrasos também é fundamental.
Será prudente também discutir a mudança com uma comissão de atletas, não só para que eles opinem, mas também para que saibam exatamente o que vai mudar. Afinal de contas, são os atletas as principais estrelas do espetáculo.
Há ainda a urgência em melhorar o "desafio", assim como existe no tênis. Só que no vôlei ele é mais complexo porque não confere só bola dentro ou fora. O "desafio" no vôlei também tira dúvidas de toque na rede e no bloqueio, mas ainda é demorado e precisa ser aperfeiçoado.

As mudanças devem trazer mais dinâmica para o jogo e torná-lo mais atrativo para o torcedor. Agora, será prudente uma mudança dessas às vésperas de uma edição de Jogos Olímpicos?
Só espero que a nova regra, quando entrar em vigor, melhore a qualidade e diminua o tempo, mas não mude a característica do jogo para pior, como já aconteceu em outras mudanças adotadas no passado.
MauricioJahu, blogueiro do ESPN.com

4 comentários:

  1. Fico com a impressão de que o vôlei "atrapalha" a televisão, "atrapalha" a Federação Internacional. Daqui a pouco as transmissões vão começar com um pedido de desculpas por estar tomando o tempo das pessoas. Entendo a importância da televisão para o esporte, sei que as grades de programação são complexas, mas tudo deve ser pensado. A tv aberta, mesmo com mudanças, dificilmente vai transmitir um campeonato completo de vôlei, não pelo tempo gasto no ar, mas porque eles acreditam que a audiência não vale a pena. É pouca (não baixa) para o investimento. Ok. é aceitável. Agora, a tv fechada também vai ficar com essa história? Diminuir o tempo de vôlei pra passar dez reprises de jogo de futebol e de mesa redonda. Se continuar assim é mais fácil fechar as portas do vôlei e pedir desculpas pelo incômodo.

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