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Brasileiro naturalizado ajuda a desenvolver vôlei de praia no Qatar





Jefferson vôlei de praia Qatar

É normal que atletas brasileiros de esportes em que o Brasil é potência se naturalizem para defender outras nações. E no vôlei de praia não é diferente. É o caso de Jefferson, que disputou pelo Qatar o Grand Slam do Rio de Janeiro, válido pelo Circuito Mundial. Ele conta que quando chegou ao país, o esporte ainda era praticamente amador. Fazendo dupla com outro jogador naturalizado, Cherif, de Senegal, o brazuca disse que aos poucos eles estão conseguindo desenvolver o vôlei de praia catari.

- Surgiu em 2011 (o convite), começaram a me propor para ir ao país para jogar em algum clube ou tentar a naturalização. Ficaram um ano tentando me levar. Aí eu cheguei lá e a estrutura era muito precária. Não tinha nada, mão de obra, técnicos, muito amador o esporte lá ainda. A gente está começando do zero. Para eles é um avanço muito grande estar em um Circuito Mundial. Mas estamos indo passo a passo, estamos no começo. O esporte começou quando eu cheguei lá, porque antes era praticamente amador. E aos poucos a gente vai melhorando, já chegamos em um Mundial, mas ainda falta um bom caminho - conta o brasileiro, que nasceu no Rio de Janeiro.
Para ajudar na evolução do vôlei de praia no Qatar, Jefferson teve que travar uma batalha no começo. Ele encontrou resistência ao tentar levar treinadores brasileiros. Porém, no fim conseguiu atingir seu objetivo. Ele considera a situação normal, ressaltando que tem que ir aos poucos até o esporte chegar a ser destaque no país.

- A principio eu briguei uns dois anos para levar técnicos. Mas eu consegui. Primeiro eu levei o técnico Pepê, e este ano levei um outro técnico, o Walace. Está indo devagar, mas está indo, está crescendo. Tem que ser aos poucos. A gente já ganhou uma etapa este ano do Open. Quando começar a dar resultado, eles vão investir cada vez mais. Mas tem que ser devagar e a gente vai chegar lá - disse Jefferson, que ainda tem chances de disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro este ano.

- Temos uma vaga pelo asiático. Temos que ganhar o torneio asiático em junho que aí a gente vai para a Olimpíada. Acho que Olimpíada é uma coisa mágica, se eu jogar vai ser um sonho - completou.

Carioca, acostumado a praia, calor e pouca roupa, Jefferson conta que estranhou muito os primeiros meses no Qatar, principalmente por um motivo: as mulheres. Ele disse que demorou um pouco a se acostumar com o novo país.

- No começo é diferente. Nos primeiros dois meses eu só via mulher de preto. Tipo, você não vê mulher, só vê homem. É um baque. Ainda mais para mim, que sou do Rio de Janeiro, acostumado a praia, mulheres de biquíni. É tudo diferente, você fica uns cinco, seis meses para acostumar. Parece que você está em outro planeta - concluiu.

Apesar da evolução, Jefferson e Cherif acabaram eliminados da competição. Ele perderam os seus três jogos no Grupo F. Na última quarta eles foram derrotados pelos norte-americanos Lucena/Dalhausser por 2 sets a 1. Já nesta quinta, eles foram superados pelos russos Semenov/Krasilnikov , por 2 sets a 0, e pelos chilenos Grimalt E./Grimalt M, por 2 sets a 1. O Grand Slam do Rio segue até domingo nas areias da praia de Copacabana. 

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