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Rexona AdeS e Nestle Osasco iniciam luta por lugar na final da Superliga




Bernardinho comandou as meninas do Rio de Janeiro na Argentina (Foto: Fernando Maia/MPIX)

Há quem diga que já não há nada mais para se contar na história de Rio e Osasco. Entre tantos embates, porém, a atual temporada reservou algo inédito no caminho das duas equipes. Protagonistas de dez finais na Superliga, os times se enfrentam pela primeira vez em uma semifinal. Donas da melhor campanha da fase de classificação, as cariocas vão a São Paulo encarar as paulistas no primeiro jogo da série, nesta segunda-feira, às 18h30, com transmissão do SporTV.

Na primeira fase, duas vitórias tranquilas do Rio. Os dois lados, porém, têm o mesmo discurso: nos playoffs, tudo muda. Para o Rio, a tentativa de se manter no topo. Para o Osasco, uma chance de se reerguer.

- É o jogo da vida, é encarar como se fosse uma final. Quem errar menos, leva. Na primeira fase, a gente deu 26 pontos para elas. O favoritismo sempre foi do Rio, em todos os anos. Quem está sempre em primeiro? Quem é dez vezes campeão? Quem tem o técnico da seleção brasileira? Aqui também tem, mas lá eles estão ganhando há muito tempo, é o time a ser batido hoje por qualquer time – afirmou Dani Lins, levantadora do clube paulista.

Bernardinho sabe disso. Elogia os passos dados pelo Rio rumo à semifinal, com apenas uma derrota na competição até aqui. O treinador da equipe carioca, no entanto, lembra dos perigos que Osasco pode proporcionar no clássico. Diz que o confronto no encerramento da fase classificatória, quando venceu por 3 a 0, foi atípico.

- É diferente. É uma grande equipe, que foi construída para ganhar o campeonato, para chegar e conquistar títulos. Foi um pouco inconsistente na temporada, o que culminou com o quarto lugar. Agora, é mata-mata. Elas têm jogadoras experientes, acostumadas a decidir, habilidosas. É uma batalha longa. Fomos mais consistentes na temporada, e que isso pese para gente agora. Mas cada jogo é uma história. A gente precisa jogar, fazer pressão. Sabendo que é uma equipe muito forte. Talvez tenhamos que trabalhar até isso. Por não terem tido uma temporada como esperavam, talvez entrem sem tanta pressão e até mais perigosas. Sob pressão já são perigosas. Sem pressão então, fica difícil.

Dani Lins, levantadora do Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Um dos pilares do Osasco, a líbero Camila Brait lembra de uma vantagem de um confronto na semifinal: a decisão em três jogos. Para ela, os times têm a chance de acertar alguns detalhes de uma partida para a outra.

- A gente sabe que a partir das quartas era um campeonato novo. Acabou toda aquela fase, a gente treina o ano inteiro para essa fase. Infelizmente, passamos em quarto. Nunca pegamos o Rio na semi, vai ser uma coisa nova para o cenário do vôlei. Estamos estudando o vídeo do Rio, tudo que elas fazem. Só assim para ganhar delas, a gente precisa saber tudo que elas fazem. Ganhar do Rio é sempre difícil, mas é melhor ter a série de três. Dá para estudar o time delas. Ganhando ou perdendo, a gente consegue estudar o que elas fizeram no primeiro jogo, para os outros jogos - afirmou.

Bernardinho ainda tem uma dúvida em mente. Na sexta-feira, Gabi voltou aos treinos, mas ainda não está 100% depois de uma torção no tornozelo esquerdo. Ela, porém, espera poder ajudar a equipe no clássico.

- Consegui treinar um pouco, mas ainda não estou conseguindo saltar direito. Ainda não sei como vou estar na segunda. O jogo contra o Osasco é sempre muito tenso. É clássico, é pressão.

O segundo jogo será na sexta-feira, no ginásio do Tijuca, no Rio, às 18h45. Se houver necessidade, o terceiro confronto será na segunda-feira, 28, no Rio, às 18h30.

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