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Marcelo Mendez faz Sada Cruzeiro conquistar o Brasil pela 4ª vez




 http://sadacruzeiro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/1-IMG_1550-001.jpgA voz mansa e o olhar tranquilo de Marcelo Mendez no dia a dia de jogos e treinamentos não condizem exatamente com o estereótipo do típico argentino do esporte. Até mesmo nas finais - momentos cada vez mais comuns para o treinador do vôlei do Cruzeiro -, ele consegue demonstrar uma calmaria impressionante, como se decisões fossem apenas formalidades para seus comandados.

As raras vezes em que ele sobe o tom de voz coincidem com passageiros momentos de "apagão" do time multicampeão, que inscreveu, neste domingo, mais uma página na história do vôlei ao conquistar o tetracampeonato da Superliga. Os momentos de explosão fazem sentido e vêm, principalmente, quando o time perde concentração, ou pior, quando não colocam em prática o que foi determinado táticamente.
Nos treinos, o espírito de liderança fica evidente. A cada ataque, a cada recepção, a cada bloqueio, Marcelo mostra as principais características de suas atividades: intensidade, objetidade e rigidez. Bom de grupo, conquistou pouco a pouco a confiança dos jogadores, a ponto de conseguir fazer um elenco recheado de estrelas deixar vaidades de lado e se unir em busca de títulos.
Ano a ano, a receita vem dando certo. A rotina de decisões nacionais começou em 2011, uma temporada depois que Marcelo assumiu o projeto. A dolorosa derrota para o Sesi-SP, na final da Superliga disputada em pleno Mineirinho, deixou mais marcas positivas que lamentações. Era o fortalecimento do projeto que começou em 2006. Era o começo de uma nova era para um time que já está na história do vôlei masculino brasilero.

O vice-campeonato de 2010/2011 se transformou em título na temporada seguinte. A hegemonia nacional viria em seguida, com os troféus de 2011/2012, 2013/2014 e 2015/2016. Nesse meio tempo, conquistou sete vezes o Campeonato Mineiro (seis pelo Cruzeiro) e duas Copas do Brasil (2014 e 2016).

A conquista do Brasil já não era suficiente. Marcelo Mendez precisava de mais. Em 2012, o primeiro de três Sul-americanos (2012, 2014 e 2016). Continente conquistado, era a hora de ganhar o mundo com o Cruzeiro. E o título veio. Duas vezes.

Em 2013, Wallace, Leal, Eder e Douglas atropelaram os russos do Lokomotiv Novosibirsk: 3 sets a 0. A primeira vez que um time brasileiro conquistou o mundo no vôlei. Dois anos depois, o páreo era mais complicado. Contra o Zenit, também da Rússia, equipe recheada de jogadores de fortes seleções ao redor do mundo, Mendez se destacou. Um nó tático. Se William, Wallace e Leal fizeram partidas impecáveis, o segredo estava fora de quadra.

O tranquilo Marcelo Mendez montou uma equipe que, ironicamente, é justamente o oposto de sua personalidade. Velocidade de jogo, explosão e imprevisibilidade são armas mortais do Cruzeiro. Armas que foram se construindo ao longo da trajetória do treinador. Do vôlei de praia, ele se transferiu para a base do River Plate, onde conquistou o título nacional. Rodou pela Argentina, pela Itália e comandou a seleção da Espanha. Resolveu voltar à América do Sul e assumiu o Montes Claros antes de se transferir para o Cruzeiro.

Em todo esse tempo, Mendez incorporou diversos predicados europeus ao seu estilo de jogo, que mudou bastante desde a época que comandava o River. Uma característica, no entanto, não mudou: a fome de títulos.

"Quando vim para o Brasil, há mais de cinco anos, não imaginava conquistar tanto. Mas quero mais", disse, às vésperas da decisão do Mundial.

Para o cruzeirenses, melhor que siga assim.

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