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Sidão celebra nova chance: "Estou na briga"




vôlei Sidão e Itália liga mundial (Foto: FIVB)

Sidão estava cumprindo compromissos da agenda do patrocinador do seu time nesta manhã quando recebeu mensagens de amigos de Taubaté: "Parabéns, você foi convocado". Depois de ter ficado fora de quase toda a Superliga por conta de uma cirurgia no ombro direito realizada em novembro, o camisa 9 do Sesi-SP voltou às quadras no segundo jogo contra os Montes Claros, no último dia 19, pelas quartas de final. Enfrentou o Cruzeiro na fase seguinte. Pouco mais de três semanas após o retorno, o central foi chamado pelo técnico Bernardinho para a preparação da seleção para a Liga Mundial e Olimpíadas. E ganhou a chance de dar mais um passo rumo ao sonho do ouro.

Para não comprometer o ano pré-olímpico, Sidão tentou curar a lesão, que o incomodava desde o fim da temporada 2014/2015, com tratamento fisioterápico. Não teve o resultado esperado e as dores continuaram. Precisou ser operado. O que poderia comprometer a temporada com a seleção porque a recuperação era estimada de quatro a seis meses. 

Quase cinco depois, Bernardinho voltou a convocá-lo para a equipe nacional. O jogador de 33 anos está entre os 18 nomes da lista para o período de treinos no CT de Saquarema. Apesar do longo período de tratamento e de ainda ter jogado pouco, Sidão não se mostrou tão surpreso com a nova oportunidade.

- Claro que fiquei preocupado (com a convocação) porque temos excelentes jogadores da minha posição. Mas desde o começo eu sempre tive um diálogo muito bom com todos da seleção. Conversamos bastante e toda a comissão técnica esteve por dentro da minha recuperação durante esse tempo. Por isso, esperava receber essa chance do Bernardo, até para ele ver como que eu estou mesmo.  Agora, estou muito feliz de fazer parte desse ciclo e  estou no meio da briga. Tenho que correr atrás e conquistar meu lugar - afirmou o vice-campeão olímpico em Londres 2012.

Para o central, essas três semanas que terá até a divulgação dos relacionados para a disputa da Liga Mundial (será definida até o dia 5 de maio e deverá contar com até 16 nomes) serão fundamentais para garantir seu lugar.

- Estou muito tempo sem jogar e agora vou ter mais tempo para me recuperar. Na reta final da Superliga, eu já estava 80%. Agora, tenho esse mês para me preparar e acredito que será o suficiente para recuperar o ritmo de jogo e ver como meu ombro vai reagir. Tenho que pensar em mim e me preparar para estar bem fisicamente.

Com 10 anos de seleção, Sidão já foi tetracampeão da Liga Mundial, bicampeão da Copa dos Campeões, campeão mundial e tem uma prata olímpica. Depois de passar por tanta coisa ao lado de Bernardinho, ele não esconde a felicidade de ter a confiança do comandante.

- Eu fico feliz demais, esse vai ser nosso 10º ano na seleção. Passamos por tantas coisas juntos. Ficou muito honrado de ter a confiança de toda a comissão técnica. Eles conversam e avaliam o que é melhor para a seleção. Fico muito feliz pela confiança que o Bernardo está me passando. Ele assumiu a responsabilidade de me chamar e agora só depende de mim para eu não decepcionar ninguém. Chegarei com a mesma garra, vontade de treinar, de jogar e de ganhar de sempre.

A preparação da seleção será iniciada no dia 18 de abril. A partir do dia 16 de junho, o Brasil disputará a Liga Mundial. Na primeira semana, no Rio de Janeiro, enfrentará Irã, Argentina e Estados Unidos. Antes da primeira competição oficial, a equipe fará amistosos contra a Eslovênia, atual vice-campeã europeia, nos dias 21 e 23 de maio, em Montes Claros. Logo depois, os times voltam a se enfrentar no centro de treinamento, com portões fechados. Nos dias 2 e 4 junho será a vez de medir forças com a Argentina, em Buenos Aires.

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