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Nalbert relembra ‘recuperação relâmpago’ para as Olimpiadas




Nalbert com a medalha de ouro olímpica  
Antes da glória, veio a dor. Em março de 2004, a cinco meses dos Jogos Olímpicos de Atenas, Nalbert, um dos pilares da seleção brasileira masculina de vôlei, sofreu uma ruptura completa do tendão do supraespinhoso no ombro esquerdo. O nome da lesão é tão difícil como foi a recuperação do eterno capitão para a disputa da competição. Mas, com trabalho e superação, ele conseguiu participar da competição no solo grego. Não estava em 100% de sua condição física, mas bem o suficiente para ser fundamental no time do técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, na conquista da medalha de ouro.
— Foi um período de muitas emoções. Fiquei próximo de não ir aos Jogos. Tive esse problema no ombro esquerdo e, para você ter uma ideia da gravidade, dói até hoje — conta Nalbert: — Precisei fazer uma recuperação relâmpago, que sugou todas as minhas energias. Mas valeu a pena. Ter vencido esse processo foi como ter ganho uma medalha antecipada.
O capitão lembra com carinho do jogo épico contra a Itália, na primeira fase.
— Acho que foi o momento mais difícil da competição. Ganhamos por 3 sets a 2 e pude jogar o quarto e o quinto sets. Tive uma atuação espetacular diante do meu quadro físico e clínico. Fiz até mais do que poderia imaginar. Depois dali, todas as partidas foram muito tranquilas até a conquista do ouro — recorda Nalbert: — Valeu a pena cada gota de suor.
Para conquistar o bicampeonato olímpico, o Brasil passou pelos Estados Unidos na semifinal (3 a 0) e, na decisão, venceu novamente os italianos (3 a 1).
Na busca pelo tricampeonato, nos Jogos do Rio, Nalbert acredita que o país terá muitas dificuldades.
— Vejo seis seleções (Brasil, Itália, Estados Unidos, Rússia, França e Polônia) no mesmo nível. Tudo pode acontecer. Esperamos que a camisa do Brasil pese. Os times de tradição normalmente levam vantagem nos Jogos — analisou o agora comentarista: — O Lucarelli é uma das nossas referências, mas ainda falta um título de expressão para ele. Tomara que seja o ouro.

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