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Possível exclusão da Rússia incomoda Zé: "Não seria bom para os Jogos"







No caminho até o ouro, um rival a menos poderia ser motivo de festa. José Roberto Guimarães, porém, não pensa assim. Diante , o técnico lamenta. Ainda que as rivais sejam um dos maiores obstáculos rumo ao terceiro ouro olímpico da seleção, o treinador acredita que o evento perderia com a ausência dos europeus. O Comitê Olímpico Internacional tem até o próximo domingo para definir a situação do país europeu.

Após a recomendação do Comitê Executivo da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), toda a delegação russa pode ficar fora da Olimpíada. No vôlei feminino, a Rússia está no grupo A, o mesmo do Brasil. Apesar da força das rivais, Zé torce para o veto ao atletismo não seja estendido aos outros esportes. - Eu ouvi que a equipe de atletismo da Rússia está suspensa. Isso é ruim para os Jogos. Eu não sei como a delegação russa vai se comportar. Só espero que os outros esportes não sejam afetados. Não seria bom para os Jogos. Mas não tenho competência para dizer se está certo ou errado.

O vôlei seria um dos mais afetados com uma possível exclusão da Rússia do evento. A divisão dos grupos olímpicos é pelo ranqueamento das equipes. Caso as rivais ficassem fora do evento, deveria haver um remanejamento das seleções. Por conta do tempo, um convite a outra equipe seria inviável.

- Afetaria muito porque, no vôlei, os grupos são feitos por ranqueamento. Se você tira a Rússia, tem que mudar todo o grupo. A Sérvia, por exemplo, estaria no grupo do Brasil. Não é muito simples de se fazer – afirmou o treinador.

Além da Rússia, o Brasil tem pela frente Argentina, Japão, Coreia do Sul e Camarões, rivais da estreia. A seleção entra em quadra no dia 6 de agosto, às 15h.

A comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) divulgou na última segunda-feira um relatório confirmando a existência de um sofisticado esquema de manipulação do controle antidoping nos Jogos de Inverno de Sochi 2014. O documento de 103 páginas confirma as denúncias do ex-diretor do laboratório nacional antidoping russo, Grigory Rodchenkov, de que a manipulação de amostras tinha total apoio das autoridades locais.

Segundo a investigação, liderada pelo professor e advogado esportivo Richard McLaren, a fraude era diretamente controlada e supervisionada pelo Ministério do Esporte da Rússia, com assistência de laboratórios de Sochi e Moscou e agências governamentais como a FSB, nome dado à antiga agência de espionagem KGB. Horas depois da coletiva dada por McLaren, na qual ele informou que não emitiria nenhuma opinião sobre o caso, o Comitê Executivo da Wada publicou uma lista de sete recomendações, dentre as quais estão o veto à participação de atletas olímpicos, atletas paralímpicos e até de árbitros da Rio 2016.

Nesta quinta-feira, através de um comunicado oficial, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) anunciou na manhã desta quinta-feira seu veto ao pedido do Comitê Olímpico do país (ROC) para permitir a participação de 68 nomes, entre eles o da bicampeã olímpica Yelena Isinbayeva, nas mais diversas provas da modalidade. O parágrafo que abre a nota fala em "atletas inelegíveis". Contudo, a Corte não tem o poder de proibir a participação dos mesmos como independentes. 

Essa decisão é de responsabilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI), que vai decidir até o fim desta semana a proibição ou não de toda a delegação da Rússia na Olimpíada.

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