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Banco do Brasil lucra cinco vezes o valor que investe no patrocínio do vôlei




O Banco do Brasil consegue lucrar com mídia espontânea mais de cinco vezes o que investe no vôlei. No ciclo 2013/2016, o patrocínio foi de R$ 276,4 milhões. O resultado dos Jogos Olímpicos Rio 2016, com duas medalhas de ouro e uma de prata, incentiva o banco a renovar o contrato. As negociações já estão em andamento.

O BB patrocina vôlei de praia e de quadra, nas categorias adulto, juvenil e infanto-juvenil, desde 1991, por meio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Em 2014, a então Controladoria-Geral da União (CGU) impôs algumas mudanças na gestão da confederação, depois de uma auditoria nos contratos firmados entre 2010 e 2013. Segundo o diretor de Estratégia de Marca do BB, Luís Aniceto Cavicchioli, todas as exigências foram adotadas, incluindo a participação dos atletas em um conselho diretor da CBV. O patrocínio também banca o projeto social Viva Vôlei, que atende, por ano, mais de 10 mil crianças e alunos de escolas públicas em todo o País. "Estamos olhando a renovação com bastante carinho. Nossa intenção é permanecer no vôlei", disse Cavicchioli. Segundo ele, a audiência do vôlei e do futebol praticamente empatou. 

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O retorno do patrocínio com mídia espontânea ampliou em 2015 (antes era de duas vezes), como consequência do aumento na quantidade de eventos de vôlei de quadra transmitidos pela TV, entre eles o Sul-Americano e a final de Liga Mundial, e a inclusão da audiência em mídias eletrônicas e redes sociais. De acordo com o BB, o retorno é de 5,17 vezes para cada R$ 1 investido.

Oportunidades de relacionamento com clientes e de atração de novos correntistas são fundamentais na decisão do banco de apoiar um atleta ou seleção. Além de obter retorno em mídia espontânea, o BB busca agregar à marca da instituição valores positivos e subjetivos, como brasilidade, determinação, superação e vitória.

O banco também patrocina o handebol e esperava um resultado melhor na Olimpíada, principalmente da seleção feminina. O BB assinou contrato com a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) no início de 2013. No fim daquele ano, a seleção feminina conquistou, pela primeira vez, o título mundial da modalidade. As seleções feminina e masculina também alcançaram medalhas de ouro nos Jogos-Sul Americanos do Chile, em 2014, no Pan Americano de Toronto (Canadá), no ano seguinte. 

O investimento no atual ciclo olímpico é de R$ 19,5 milhões. Em maio deste ano, o contrato foi renovado até 2018. O retorno de mídia espontânea é de 2,63 vezes para cada R$ 1 investido. "Queremos fazer do handebol um dos esportes mais praticados no País, assim como fizemos com o vôlei", afirmou Cavicchioli.

Essas duas modalidades são o carro-chefe do patrocínio esportivo do BB, que soma R$ 230 milhões por ano. O banco também apoia atletas isolados, como os de vôlei de praia Alison, Bruno, Maria Elisa, Juliana e Ricardo; o iatista Robert Scheidt, octacampeão mundial e maior medalhista brasileiro; e o piloto de F1 Felipe Nasr. Desde 2003, o BB tem o projeto Embaixadores do Esporte, por meio do qual atletas campeões se tornam representantes do banco e participam de diversos eventos promovidos pela instituição, bem como de visitas a entidades sociais e oficinas de esporte para crianças carentes.

O BB também estuda patrocínio a novas modalidades olímpicas, como surfe, skate e escalada. O banco já teve uma experiência com skate, com o mesmo propósito do Comitê Olímpico Internacional (COI) de aproveitar o apelo jovem desses esportes. "Estamos olhando com mais atenção para essas modalidades", afirmou Aniceto.

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