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Brasil abre caminho do tri com vitória





Era uma estreia que já parecia ter o roteiro montado, é verdade. Mas, ainda assim, era preciso tirar a poeira, estalar os ossos e pegar o ritmo. Se o primeiro rival não tinha tanta tradição, o Brasil soube se aproveitar. Em um Maracanãzinho praticamente lotado, as donas da casa não fizeram um jogo brilhante. Foram algumas falhas, no saque, na defesa e no posicionamento. A diferença de nível, porém, impedia qualquer sonho do outro lado. Camarões tentou, mostrou vontade, mas não evitou a queda. Em busca do terceiro ouro olímpico, a seleção começou seu caminho nos Jogos do Rio com vitória: 3 sets a 0, parciais 25/14, 25/21 e 25/13.
A seleção volta à quadra na próxima segunda-feira, contra a Argentina. Pelo grupo A, o Brasil encarar as hermanas às 22h35, no Maracanãzinho.
O JOGO
Foi pela mão direita de Natália, ao explorar o bloqueio camaronês, que o Brasil marcou seu primeiro ponto na Rio 2016. Parecia tudo muito fácil. Não que a seleção jogasse bem. Cometia alguns erros de recepção, falhava em algumas definições. A diferença de nível era gritante. Ainda assim, Camarões esbanjava disposição, como se quisesse provar que não veio ao país para passear. 
Zé não estava muito interessado se o jogo era fácil ou não. Quando Sheilla sacou, a arbitragem acusou bola fora. O técnico desafiou, pedindo bola dentro. Dessa vez, porém, a repetição mostrou que o brasileiro estava errado. As camaronesas se animaram. No saque de Laetitia Moma, Natália não conseguiu dar o passe, e as rivais diminuíram a vantagem das donas da casa: 9/5. 
Mas o Brasil nem precisava assim de tanto esforço para se impor. Quando a diferença já era de oito pontos (19/11), Zé testou pela primeira vez a inversão. Fabíola e Gabi foram à quadra para os lugares de Sheilla e Dani Lins. Camarões tentava o que podia. Laetitia e Nana eram as mais perigosas do time africano. Nada, porém, impediu que Natália voasse para fechar o primeiro set em 25/14.
Não que Camarões sonhasse com o improvável. O time africano, porém, não queria se render assim tão facilmente. O Brasil fazia um jogo sem brilho, mas correto. Diante da facilidade do jogo, parecia querer se livrar da pressão de uma estreia e buscar seu melhor ritmo. O saque, que funcionara tão bem na reta final do Grand Prix, apresentava problemas, assim como a defesa. Ainda assim, as bicampeãs olímpicas se mantinham à frente sem muitos problemas.
Nos erros brasileiros, Camarões marcava seus pontinhos, sem deixar que o rival abrisse uma diferença tão larga no placar. Em um lapso brasileiro, marcaram quatro pontos em sequência, e fizeram a diferença se tornar mínima (19/18). Zé Roberto, então, pediu tempo, tentando arrumar a casa. Na volta à quadra, a seleção voltou a se impor. Em erro das camaronesas, fechou em 25/21.
Zé Roberto aproveitou o terceiro set para testar algumas peças. Começou com Adenízia, no lugar de Juciely. Logo, a seleção abriu distância no placar, e o técnico voltou a mudar. Jaqueline, Fabíola e Gabi também foram para a quadra. A equipe manteve o ritmo e não teve problemas para fechar o jogo: 25/13.

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