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'Eu não me dopo, pergunte aos dirigentes', diz estrela russa do vôlei






 Quando acabou o treino, Tatiana Kosheleva, estrela do time russo de vôlei, sacou o celular e fez fotos do Maracanãzinho. Essa foi a primeira vez que a atacante pisou no ginásio, palco tradicional do vôlei brasileiro e local das partidas dos Jogos Olímpicos. Nessa terça, o Maracanãzinho foi aberto pela primeira vez para as seleções de vôlei. Japão, Coreia, Porto Rico, Holanda, Rússia, Estados Unidos, China, Argentina, Sérvia e o Brasil treinaram no palco das Olimpíadas, reformado e pronto para sábado.
— É a minha primeira vez nesse ginásio, gostei do que vi. É bem grande e terá uma boa atmosfera na Olimpíada. Sei que os fãs brasileiros apoiam muito suas seleções e são super fãs — disse a jogadora, destaque no time de Yuri Marichev, que não conta mais com Ekaterina Gamova (oposta) e Lioubov Sokolova (ponta), que deixaram as quadras por conta dos problemas físicos.
A princípio Kocheleva não quis dar entrevista, quando abordada pelo O GLOBO "porque a federação russa não permite, por causa da situação do país". Questionada se havia sido proibida de falar sobre doping, a jogadora afirmou que "não, para que (falaria)? Eu não quero e eles disseram para eu não comentar esse assunto". Mas foi além:
— Eu não me dopo e não vou responder sobre isso. Você deve questionar os dirigentes — respondeu.
Como se não bastasse toda essa polêmica envolvendo os atletas russos, o time feminino de vôlei chega ao Jogos do Rio desacreditado. Terminou o Grand Prix na quarta colocação e o técnico Yuri Marichev foi bastante criticado.
Nas finais, ele não pode contar com Goncharova e Kosheleva, que sentiu dores nas costas. A atleta já havia sofrido uma lesão no tornozelo, em fevereiro, num jogo da competição nacional na Rússia, e ficou cerca de quatro meses sem jogar um set completo. Havia retornado às quadras durante a segunda semana do Grand Prix.
Nesta terça, ela treinou normalmente e disse que sua seleção vem para a Olimpíada mais forte do que na Tailândia, no GP. Apontou cinco ou seis equipes como favoritas, incluindo o Brasil, Servia, EUA, Holanda, Russia e China.
— A principal competição para a gente é a Olimpíada e não o Grand Prix. O treinador tentou experimentar diferentes jogadoras para tomar uma decisão. O GP não era prioridade — justificou a atleta.
Após o GP, Yuri sacou a experiente levantadora Babeshina e a atacante Malykh. Chamou às pressas a levantadora Vera Vetrova e a ponteira Irina Voronkova.
Brasil e Rússia tem histórico de grandes confrontos no vôlei feminino. Em Atenas-2004, Gamova e cia venceram de virada, impedindo o time de fechar o jogo por seis vezes. Até então, o Brasil não avançava às semifinais. Nas três edições anteriores, a seleção tinha sido eliminada nesta etapa: em Atlanta-1996 e Sydney-2000 ficaram com o bronze. E em Barcelona-1992, em quarto.
Em Londres-2012 aconteceu o inverso e o Brasil salvou seis match point, derrotou a Rússia e foi para a final. E em Pequim, venceu as russas na primeira fase e cruzou com a China no mata-mata.

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