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Brasil arrasa a Holanda e aguarda rival na semi no volei sentado feminino




 vôlei sentado brasil x holanda (Foto: Helena Rebello)

A superioridade era evidente. A Holanda protagonizou tentativas de reação em todos os sets, mas não foi capaz de frear o maior volume de jogo do Brasil. Na manhã desta terça-feira, em nova sessão com bom público no Pavilhão 6 do Riocentro, as anfitriãs sobraram em quadra para garantir ao país a terceira vitória seguida no vôlei sentado feminino na Paralimpíada do Rio. O placar foi definido em 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/15 e 25/21.

- Tivemos que retomar a concentração e foco. A Holanda é uma equipe "suja", que quer fazer o ponto de qualquer jeito, primeira, segunda. A gente teve que manter a concentração para nos sobressair mesmo com nossos altos e baixos em quadra - disse Ádria.

Antes da partida contra a Holanda, o Brasil já havia derrotado Ucrânia e Canadá sem ceder sets. Com as três vitórias, a seleção encerra a fase classificatória com 100% de aproveitamento, na liderança do Grupo A.

O adversário na semifinal será o segundo colocado do Grupo B, cuja classificação final só será definida nesta quarta-feira. Hoje esta posição é temporariamente ocupada pelos Estados Unidos, algozes do Brasil na final do Parapan de Toronto.

- Esperávamos pegar a China. Contra os Estados Unidos fizemos amistosos e ficou 2 a 2 em partidas. Mas agora não importa. Acho que é concentrar e saber como elas jogam para fazer o nosso jogo. Ganhando delas estaremos na final. E em uma eventual final contra a China, acho que vem o ouro - disse Ádria, confiante.

O Brasil abriu o placar em um ponto de bloqueio e mostrou-se superior desde o princípio. Janaína Petit e Nathalie Silva concentraram a maior parte das ações de ataque, e a vantagem chegou a sete pontos (13 a 5). Quando as holandesas reagiram com quatro pontos em sequência, o técnico José Antonio pediu tempo. Não surtiu efeito. Com Annelies Maria Johanna perfeita no bloqueio, veio o empate em 13 pontos. O Brasil fez duas substituições e finalmente desencantou após um belo rali.  Voltou a abrir quatro pontos, e então foi a Holanda a paralisar a partida. A seleção manteve o controle e fechou o set em 25 a 18 – teve o dobro do aproveitamento do adversário no ataque (14 a 7 pontos), e o bloqueio mostrou-se a principal arma das europeias (5 a 1).

A segunda parcial também começou com folga para o Brasil: 4 a 0 em bloqueio de Paula Herts. A margem chegou a seis pontos (8 a 2) sob muita reclamação das holandesas com a arbitragem. Por mais que eventualmente houvesse razão em alguma das (muitas) queixas, a superioridade do Brasil em quadra era inquestionável. Adria, Suellen Cristine e Paula apareceram bem e contribuíram para a conta. A seleção se deu ao luxo de desperdiçar cinco set points, mas Laiana definiu a fatura: 25 a 15.

O panorama de superioridade das anfitriãs se manteve na terceira parcial, mas sem um placar tão elástico quanto nas etapas anteriores - pelo menos no início. Na segunda metade do set, as holandesas cometeram erros bobos na armação das jogadas e cederam pontos de graça. Nem Karin van der Haar, maior pontuadora da equipe até então, estava encaixando bons ataques.

O abatimento, no entanto, se transformou em empolgação com mais uma reação - a margem havia caído de seis para dois pontos. O técnico brasileiro pediu tempo e recolocou o time nos eixos. Em bloqueio de Camila, a seleção fechou a conta: 25/21.

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