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Zé Roberto conversará com aposentadas para chamá-las de volta à seleção








O técnico José Roberto Guimarães, 62 anos, anunciou na sexta-feira (23) sua permanência no comando da seleção brasileira de vôlei feminino até a Olimpíada de Tóquio, em 2020. Anunciou também o seu principal objetivo durante o próximo ciclo olímpico: recolocar seu time no topo do esporte –após a Rio-2016, a equipe caiu da segunda para a quarta posição no ranking da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Para alcançar essa meta, porém, Zé disse ter uma missão mais imediata. O técnico, no comando da seleção feminina desde 2003, pretende ter uma conversa individual com algumas de suas principais jogadoras para convencê-las a desistir de aposentadorias já anunciadas após os Jogos do Rio.

Depois de o Brasil perder para a China nas quartas-de-finais do torneio olímpico, duas lideranças da seleção feminina, Fabiana (a capitã) e Sheila, declararam que não pretendem mais defender a seleção. Outras duas atletas, Thaísa e Camila Brait (que foi cortada da equipe dias antes da Rio-2016), também deram o entender que não devem mais jogar pelo Brasil.

Zé Roberto, entretanto, considera que todas elas ainda podem render na seleção. Portanto, deve agendar uma conversa tête-à-tête com cada uma delas para entender seus planos e ter certeza sobre com quais pode contar já pensando na equipe que jogará a Olimpíada de 2020.

"Não estou convencido de que algumas jogadoras não possam vir a jogar pela seleção. São jovens e privilegiadas no aspecto físico. A tentativa de fazê-las jogar sempre vai existir", explicou Zé Roberto, em entrevista coletiva. "A Sheilla e a Fabiana têm bola para continuar jogando."

Segundo o técnico, é natural que atletas anunciem aposentadorias após derrotas marcantes. É natural também que jogadoras aproveitem o fim de um ciclo olímpico e repensem sua vida profissional e pessoal. No caso do esporte feminino, algumas até interrompem suas carreiras visando a uma gravidez.

Zé diz respeitar os planos de todas as jogadoras. Mas quer encontros com elas para entender os objetivos de cada uma.

"No esporte feminino, existem imponderáveis. Há jogadoras que querem engravidar, construir família...", afirmou o técnico. "Quero ter conversas individuais para saber a vida delas. Preciso saber o que estão pensando para fazer meu planejamento. "

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