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Carol cresce à frente do Brasil e preenche lacuna entre centrais




 

Com 1,83m de altura, Carol é considerada baixinha para sua posição. Algumas centrais têm quase 2m. Só que ela não se intimida e cresce no meio de rede do Brasil. A prova disso foi o título de MVP do torneio de Montreux no começo do mês, a primeira vez que a "baixinha" foi eleita a melhor jogadora de uma competição à frente da seleção brasileira, que levou o hepta na Suíça.

- Enquanto uma grandona dá 70%, a gente tem que dar 100% ou 120%. Precisa ganhar na velocidade. Ter altura é bom, mas ter um bom tempo de bloqueio ajuda bastante. É trabalhado dobrado para dar conta. Fico feliz (com o prêmio de MVP). É ver que seu trabalho, sua dedicação nos treinamentos está dando resultado. É difícil premiar individualmente um grupo em um esporte coletivo. Natália também foi eleita a melhor ponteira, a Roberta a melhor levantadora. Isso mostra a qualidade do nosso time. Estamos evoluindo, estamos no caminho certo - disse a central.

Carol foi eleita a melhor jogadora do torneio de Montreux (Foto: Reprodução/Twitter)

 

Carol não se destacou muito nas estatísticas de montreux, figurando bem apenas no ranking de melhores bloqueadoras, com a quarta colocação. O que os números não indicaram, o prêmio de MVP mostrou: a jogadora foi peça fundamental do Brasil na conquista do título. A central naturalmente preencheu a lacuna no meio de rede verde-amarelo, que perdeu suas duas bicampeãs olímpicas - Thaísa se recupera de uma cirurgia no joelho e Fabiana deu por encerrado seu ciclo na seleção.

- A gente sente falta delas, porque são jogadoras de grande qualidade. Eu sinto bastante falta, porque são jogadoras mais altas, e você pode treinar contra elas, dar o seu melhor. Temos a Adenízia, a Bia e a Mara, que também são jogadoras altas, mas Fabiana e Thaísa estão um nível acima. A gente quer treinar contra as melhores. É pegar o exemplo delas, que são grandes atletas, grandes campeãs, e fazer o melhor aqui.

Carol estava no grupo que ficou com o bronze no Mundial da Itália, em 2014, mas não pôde brigar por uma vaga na seleção olímpica. Meses antes da Rio 2016, ela sofreu duas lesões, primeiro nas costas, depois no tornozelo esquerdo. Não havia tempo para a recuperação, e Zé Roberto teve de cortá-la.

- Infelizmente não pude disputar uma vaga na Olimpíada, mas o novo ciclo está aí. Foi muito bom começar ganhando Montreux. Vida de atleta é um obstáculo a cada dia. Você quer melhorar, quer se superar, ultrapassar os seus limites.

Carol continua sua caminhada rumo aos Jogos de Tóquio 2020 ajudando o Brasil no Grand Prix de vôlei, entre 7 de julho e 6 de agosto. Antes, a seleção tem dois amistosos contra a Polônia. No dia 27 de junho, o duelo será em Belo Horizonte, no Mineirinho. Dois dias depois, as equipes voltam a jogar em São Paulo, no Ibirapuera.

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