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Tandara faz balanço e se cobra: "Quero fazer mais"




Com 206 pontos, Tandara encerra o primeiro turno da Superliga Feminina liderando o ranking de maior pontuadora da competição. A atacante do Osasco também integra o time dos sonhos do torneio. Na equipe paulista, ela exerce um papel de liderança e chama a responsabilidade quando é preciso colocar a bola no chão. E, mesmo com todos os fatos e estatísticas confirmando o bom momento da atleta, ela ainda não está satisfeita com seu desempenho. Aos 29 anos, Tandara entende sua responsabilidade e se cobra diariamente para evoluir e melhorar seu aproveitamento em quadra.
- Sou a maior pontuadora da competição, mas não me ligo muito para isso. Não importa fazer 20, 5 ou 30 pontos por jogo e o meu percentual de ataque, que é meu principal fundamento, estar 30%. Eu trabalho em cima de porcentagem. A cada jogo eu sempre procuro ficar acima de 50% e ainda não estou satisfeita. Quero crescer mais, sabendo da minha responsabilidade dentro do time. Eu quero fazer mais. Ano passado na Superliga eu estava muito mais satisfeita com meu desempenho nessa altura. Estou lá em cima em relação a pontos, que pouco me importa, porque eu trocaria todos esses pontos pela primeira posição na tabela do time.
  Tandara é a maior pontuadora da Superliga com 206 acertos  (Foto: Divulgação/ Vôlei Nestlê )
Não é só a oposta que anda insatisfeita. Segundo Tandara, as comandadas do técnico Luizomar de Moura acreditam que poderiam estar rendendo mais neste primeiro turno da Superliga. O Osasco é atualmente o terceiro colocado na classificação, mas ao longo da competição passou por jogos duros, teve dificuldades para bater alguns adversários e perdeu pontos valiosos. O time paulista sofreu, por exemplo, uma derrota inesperada para o Fluminense na quinta rodada.
As meninas de São Paulo têm 21 pontos na tabela de classificação, estão a cinco do segundo colocado, o Sesc/Rio de Janeiro, e nove do líder Praia Clube. Apesar de encerrarem a primeira fase dentro do grupo de oito times que estariam garantidos nos playoffs e dominando a seleção das melhores do torneio, com Tandara, Bia e Nadja Ninkovic na lista, Minas e Barueri seguem na cola das paulistas em busca de uma posição melhor.
- O time não está satisfeito com esse primeiro turno porque acreditamos em nós e no que ainda podemos fazer. O time vem com algumas dificuldades. Nós ainda não achamos uma formação e perdemos muitos pontos contra times que não podíamos. Sabíamos que tinha que ter entrado mais decisivas. Mas acredito que seja crescimento e tudo aquilo nós fazemos é pensando na frente. Se fizemos um primeiro turno que não foi muito bom, com certeza o time vai vir com um pouco mais de vontade, trabalhando em cima dos defeitos e erros que cometemos no primeiro turno e esperamos que isso melhore e que a consequência seja mais vitórias.
Tandara pode melhorar seu desempenho do primeiro turno diante do Sesc/Rio de Janeiro nesta sexta. O Osasco recebe a equipe carioca, às 21h45, no ginásio José Liberatti, com transmissão ao vivo do SporTV. O retrospecto recente é favorável para as donas da casa. No último confronto, válido pela fase de classificação da Superliga na temporada passada, o time paulista venceu por 3 sets a 2. A atancante marcou 32 pontos na partida e faturou troféu de melhor em quadra. O Sesc/Rio chega abalado para a disputa. Na última rodada, as comandadas de Bernardinho foram derrotadas pelo Praia Clube de forma avassaladora jogando em casa, mas a jogadora não acredita que isso dará alívio na partida de encerramento da primeira etapa do torneio.
- Eu assisti o confronto entre Praia e Rio. Para mim, foi um jogo atípico. Não é daquela maneira que o Rio joga. A derrota não deixa elas vulneráveis. Nós sabemos da qualidade que elas têm, mas temos que aproveitar o momento que eles se encontram, que também é de dificuldade. Vamos jogar em cima dos erros e dos desfalques delas. São jogadoras muito boas do outro lado e não podemos desmerecer em nenhum momento. Elas estão na segunda posição e nós estamos na terceira, a responsabilidade querendo ou não ainda é delas.
Na classificação geral, o Sesc/Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 26 pontos (nove vitórias e uma derrota). Osasco e o time comandado por Bernardinho já se enfrentaram 83 vezes na história da Superliga, com 48 vitórias do time carioca e 35 resultados positivos da equipe paulista.
- Enfrentar o Osasco dentro da casa delas é sempre muito difícil porque elas jogam embaladas pela torcida e crescem jogando no José Liberatti. Nós estamos preparadas para esse duelo e não tenho dúvidas que será um jogo com muita emoção, digno de um clássico - analisou Monique, jogadora do Sesc/Rio.
  Tandara Copa dos Campeões de Vôlei (Foto: FIVB / Divulgação)

O papel de liderança e a responsabilidade não ficam evidentes apenas no time paulista. Jogando pela seleção brasileira nesta temporada, Tandara comandou a equipe que passou por algumas mudanças após o ciclo olímpico. A oposta foi uma das poucas remanescentes do time ao lado de Natalia e Adenízia. O grupo comandado por Zé Roberto conquistou os títulos do tradicional Torneio de Montreux, do Grand Prix, do Campeonato Sul-Americano (garantindo a vaga no Mundial do ano que vem no Japão) e faturou a prata na Copa dos Campeões.

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