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Thaísa defende amiga Tifanny: "Tem que ver o lado humano"




 

O universo do vôlei respira a polêmica envolvendo a oposta Tifanny, primeira atleta transexual a atuar na Superliga feminina de vôlei. Uma dos principais jogadoras brasileiras, a central Thaísa não fugiu das perguntas e se posicionou sobre a presença da atleta, que é uma das maiores pontuadoras da competição defendendo o Bauru.

Thaísa acredita que as jogadoras devem apenas aceitar o que for determinado por COI, FIVB e CBV. Com o nível de testosterona controlado, Tifanny é monitorada regularmente para que siga jogando no vôlei feminino.

"Não cabe a mim falar, se acho que deve ou não deve. Não tenho que achar nada, não sou eu que defino nada, não estudei para isso e não estou ali para julgar e dizer se pode ou não pode...

...isso fica para os orgãos competentes. Tem que ver o lado humano da Tifanny, ela é uma jogadora como eu e tenho de dar força para ela. Tem que correr atrás dos seus sonhos e se amanhã as pessoas que decidem falarem que não pode mais jogar, vou apoiar da mesma forma. Estou aqui para jogar vôlei, não para discutir se pode ou não pode. Preciso dar o meu melhor para tentar parar e defender ela nos jogos – opina.

Tifanny é, ao lado de Tandara, a recordista de pontos em uma única partida da Superliga, com 39 pontos cada. Na última sexta-feira, na derrota do Bauru para Barueri, de Thaísa, a jogadora trans marcou 36 pontos.

– Ela é tão forte quanto a Tandara. As duas têm grande pontuação alta porque recebem 80% das bolas do time. Não podemos focar apenas no número de pontos que elas fazem, mas também no número de bolas que recebem. Sou amiga dela, conversamos muito e temos uma amizade absurda. A Tifanny é uma pessoa muito doce, que quero muito o bem e que esteja do meu lado. Sempre darei força para que ela seja feliz, porque merece muito – analisa.

A primeira convocação de Tifanny pode acontecer em breve, na lista de jogadoras que irão disputar a Liga das Nações, torneio que substitui a Liga Mundial e o Grand Prix no calendário e terá a primeira rodada entre os dias 15 e 17 de maio, em Barueri. A seleção brasileira enfrentará Alemanha, Japão e Sérvia. Nas quatro rodadas seguintes, o Brasil jogará na Turquia, na Holanda, na China e na Itália. A fase final, que será disputada de 27 de junho a 1º de julho, ainda não tem sede definida.

Ainda em 2018, o Brasil disputará o Mundial de vôlei entre os dias 29 de setembro e 20 de outubro, no Japão. A seleção brasileira está no Grupo D, ao lado de Sérvia, República Dominicana, Porto Rico, Cazaquistão e Quênia.

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