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Zé Roberto lamenta morte do mentor Bebeto: “Perdemos um mestre”




 


Tricampeão olímpico como técnico, José Roberto Guimarães se projetou para o vôlei guiado pelos conselhos de Bebeto de Freitas, morto na última terça-feira aos 68 anos de idade. Neste domingo, durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o treinador lamentou a morte daquele que considera o seu mentor.

"Tive a possibilidade de jogar junto com ele em 1976, nas Olimpíadas de Montreal, e depois fui assistente dele em 1989 e 1990. O Bebeto era meu mentor. Foi quem me ensinou, me deu oportunidade, me incentivou, com quem aprendi tudo. Eu venho da escola dele", rememorou o treinador da Seleção feminina, com a qual foi campeão olímpico em 2008 e 2012, em Pequim e Londres.

"Perdemos um grande mestre e que deu cara ao voleibol brasileiro. Então ficamos mais pobres, mas ele deixa um grande legado", ressaltou Zé Roberto, campeão das Olimpíadas também com os homens, em 1992, em Barcelona.

Após uma carreira vitoriosa como levantador, Bebeto assumiu a Seleção masculina no início dos anos 1980 e a liderou nas campanhas que culminaram com os vice-campeonatos mundial, em 1982, na Argentina, e olímpico, em 1984, na cidade norte-americana de Los Angeles. Resultados que fizeram aquele grupo de atletas ficar conhecido como a Geração de Prata.

"O voleibol era um antes dele e outro depois. Era um inovador, me incentivava a criar, inovar, a não fazer as mesmas coisas que os outros treinadores. E aquilo ficou na minha cabeça. Estrategicamente, era o melhor (técnico) que conheci. Os times dele tinham um padrão de jogo, eram muito bem montados", afirmou Zé Roberto, que chegou a enfrentar Bebeto no futebol.

O embate aconteceu no fim dos anos 1990, quando Zé Roberto era gerente de futebol do Corinthians e Bebeto dirigente do Atlético-MG. No fim, o pupilo acabou levando a melhor sobre o seu mestre nos bastidores.

"Em 1999, eu fui para o Corinthians, e ele para o Atlético-MG. E teve uma disputa ali, porque ele queria levar o Dida. Aí eu recebi a informação e fui correr atrás do Dida, para trazê-lo para o Corinthians. Mas sempre tivemos um relacionamento muito bom, de muito respeito", lembrou Zé, pego de surpresa com a notícia da morte de Bebeto.

"Sempre teve uma vida tranquila. Sempre trabalhou muito, não sei se estava praticando esportes ultimamente. Lutava pouquinho contra a balança, tinha uma propensão para engordar, mas sempre se cuidou, não fumava, bebia só socialmente. Foi muito surpreendente, uma coisa que ninguém esperava. Foi um baque que recebemos na terça-feira", lamentou.

Atualmente Zé Roberto comanda o Hinode Barueri, equipe que fundou para disputar a Superliga feminina. Em sua primeira participação na primeira divisão do torneio, o time chegou até as quartas de final, mas acabou eliminado pelo Vôlei Nestlé/Osasco após duas derrotas por 3 sets a 1.

Trabalhando como diretor do Atlético-MG, Bebeto de Freitas morreu na última terça-feira, vítima de uma parada cardíaca durante o lançamento do time de futebol americano do clube. Ele recebeu atendimento médico prontamente, mas não resistiu e acabou falecendo dentro da Cidade do Galo. Seu corpo foi enterrado na quinta, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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