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Fabi se despede do vôlei








O último passe. O último grito de comemoração. O último salto à quadra para defender uma bola. Quando o jogo entre Sesc/RJ e Praia Clube chegar ao final, neste domingo, Fabi terá vivido uma série de "últimas vezes". Considerada a maior líbero de todos os tempos, a bicampeã olímpica se despede do vôlei após 20 anos de talento e dedicação ao esporte. A disposição, que nunca lhe faltou, continua lá. Mas a decisão, para ela, chega no momento certo.

- Uma hora tem que chegar esse momento. Então, é uma decisão difícil pra todo mundo. Ninguém tem cem por cento de certeza nunca. Mas o corpo fala e, enfim, os desafios que vão aparecendo para você, você vai se sentindo feliz com as coisas que você conquistou. E é uma decisão tomada dia após dia, Superliga após Superliga, defesa após defesa. Conversa com muita gente, muitas pessoas. E aí, infelizmente, chega uma hora que tem que parar.

Acompanhar os vinte anos de carreira de Fabi foi um privilégio. A cada defesa e grito de comemoração, a líbero fincou seu espaço com a maior de todos os tempos. Essencial em tantas conquistas, seja pela seleção ou pelo Rio, clube que defendeu por 13 temporadas, chegou ao ápice com seus dois ouros olímpicos, em Pequim 2008 e Londres 2012. Uma história que seguirá como referência mesmo após a aposentadoria.

"A melhor líbero do mundo", Zé Roberto Guimarães

"E não é só uma felicidade do talento, a Fabi se esforça muito", Gabi

"A simples presença dela dá aos adversários essa questão: olha, vai ser sempre difícil", Bernardinho

"Talvez, pela passagem que o líbero tem, de entrar e sair rápido, a gente não percebe. Mas eu acho que o líder que comanda o time quem tá ali dentro, sabe. E ela tem isso", Fofão

"Ela é coração, emoção", Serginho

Referência para gerações de jogadores e torcedores, Fabi ultrapassou os limites das quadras. Da vontade de jogar que superou até mesmo a baixa estatura, encontrando o lugar ideal após a criação da posição de líbero, Fabi se apaixonou pelo vôlei na Olimpíada de Barcelona. Depois daquele ouro olímpico, viu que queria seguir o mesmo caminho. E, assim, se fez eterna.

Depois da decepção de ficar fora dos Jogos de Atenas, em 2004, Fabi se impôs como a melhor do mundo. No ciclo olímpico de Pequim, teve o baque da perda do Mundial de 2006, mas não desistiu. Na China, chegou ao ponto que tanto sonhava.

- Quando a gente se apresenta em 2008 pra treinar a conversa era só essa. Cara, a gente vai pra medalha, a gente vai ganhar, a gente vai, a gente pode, só a gente pode mudar essa história. E aí tem um discurso do Zé também que é bastante emblemático. Ele falando: cara, eu preciso que vocês me ajudem a recuperar a minha metade que ficou lá em Atenas.

Em Londres, quatro anos depois, viveu uma história ainda mais surpreendente. Depois de quase ser eliminada ainda na primeira fase, foi um dos pilares para que a seleção se recuperasse rumo ao sonhado segundo ouro olímpico.


- Cara, Londres, eu brinquei na época. Eu sou fã de Woody Allen, fã de cinema e tal. E acho que nem ele seria capaz de escrever um roteiro daqueles.

A partir deste domingo, para ver a Fabi, mais fácil procurar na praia do que num ginásio. Pelo menos por enquanto.

- Você tem que fazer Nível 1, 2 e 3 pra ser treinador de Superliga. Tenho vontade de estudar. Mas eu ainda não defini. Ah! não, esse telefone tem que demorar a tocar um pouquinho, eu preciso me capacitar. É. Eu vou botar no modo avião o telefone durante as férias.

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