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Seleção masculina de vôlei não terá força máxima no Mundial







O técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, não terá "força máxima" para a disputa do Campeonato Mundial, de 9 a 30 de setembro, principal torneio da temporada, disputado na Itália e na Bulgária. O Brasil busca o quarto título. Ao menos entre os atacantes de ponta. O treinador, que se viu numa sinuca de bico durante a Liga das Nações, quando não pode contar com quatro ponteiros, todos contundidos, volta a ter desfalques: Maurício Borges, que operou o joelho direito, machucado na última fase da Liga das Nações, está fora. E Lucarelli, ainda em recuperação após cirurgia no tendão de Aquiles, não faz parte do "plano A" do treinador. Apesar de ter sido convocado, ele está fora desta etapa de preparação, que começou na semana passada. Operado há oito meses, ele está sem treinar desde então. Fez apenas fisioterapia e acaba de iniciar a temporada com o clube.
- Meu plano A contempla os atletas que estão em Saquarema treinando. Lucarelli será relacionando entre os 22 inscritos por garantia (prazo se encerra dia 30). Mas acho que suas chances de recuperação a tempo desta competição são pequenas. Por isso, eu não estou contando com ele. Quem está no meu radar, está aqui - lamenta o treinador, que colocou os novatos Victor, Lucas Lóh e Douglas à prova na fase final da Liga das Nações, quando o Brasil terminou em quarto lugar. - Agora, se Lucarelli tiver uma boa recuperação, uma evolução muito grande nesse curto espaço de tempo, poderá ser chamado. Por que não?
Em reunião entre a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Taubaté e com base nos exames do atleta, ficou decidido, em comum acordo, que ele não se apresentaria a Renan. O jogador, que perdeu massa muscular e precisa de reforço físico, não tem condições de ser submetido a rotina de trabalho com a seleção.
- Lucarelli vai jogar no Paulista e vamos ver como se adapta à rotina dos jogos, se conseguirá atuar por um set, três, enfim, como ele está de fato. Ele voltará a ser reavaliado. Por ora, digo que ele sequer tem panturrilha. Perdeu músculo, claro - declarou Ricardo Navajas, supervisor do Taubaté, que estreia no Campeonato Paulista no dia 10, contra o Corinthians.
Para o Mundial, Renan chamou os ponteiros Lipe, Rodriguinho, Lucas Lóh e os novatos Victor, Douglas e Kadu. Este último, ex-Sada Cruzeiro e Montes Claros, por enquanto é atleta convidado.
É que ele só poderá atuar a partir de 2 de agosto, quando se encerra sua suspensão de um ano por doping. O jogador teve resultado positivo adverso para o esteroide anabolizante clostebol (mesma substância do caso da saltadora Maurren Maggi, que usou uma pomada cicatrizante após depilação a laser e que também punida) quando atuava na Itália (Vibo Valentia). Inicialmente pegou dois anos mas teve sua pena reduzida por causa do histórico e pela comprovação de negligência (a defesa alegou que a substância foi encontrada em um creme cicatrizante para espinhas). Ele é uma das apostas de Renan e deve ir ao Mundial.
- É um excelente jogador, forte, que estou acompanhando desde antes deste episódio. Esta questão foi o resultado de uma bobagem, o uso de um creme. Ele é o futuro na seleção - elogiou Renan.
Da Liga das Nações para cá, a única novidade na posição é a volta de Lipe, que havia rompido o tendão do cotovelo direito, após desgaste. Ele jogou apenas na primeira semana da competição quando acusou a contusão. O jogador, que tratou com profissionais do Sesi e da seleção, não conseguia dormir de dor.
- Voltei a atacar e passar mas não imprimo 100% da força nos movimentos. O impacto é de 50 a 60%. Mas, a partir da semana que vem trabalharei 100%. O bom é que não tenho dores em nenhum movimento - explicou o jogador, um dos nove campeões olímpicos do grupo, que minimiza os desfalques na posição. - O Mundial vai ser difícil com qualquer atleta em quadra. Não pensamos se será mais ou menos difícil com ou sem Lucarelli. Temos jovens atletas que estão indo muito bem e conseguimos compensar e mudar o sistema de jogo em função das nossas peças. Cada um tem uma característica e o segredo é trabalhar coletivamente.
O levantador Bruninho observa que, desta vez, o Brasil terá mais tempo de treino e já conta com a volta de Lipe, atleta de segurança nas bolas altas mas também no passe. Admite, porém, que sem dois titulares na ponta, qualquer time fica mais fraco:
- Se são tirados da França e EUA, também vão sofrer. Mas o Brasil tem qualidade e vamos criar nosso sistema de jogo de acordo com os atletas. Ou seja, vamos ser mais velozes - falou o levantador, que mesmo assim é otimista. - Da Liga das Nações para o Mundial o bônus é ter tempo para trabalhar principalmente o entrosamento com os ponteiros, posição que teve mais mudanças. E, o treinamento dá confiança, a relação muda. Tenho certeza que já estamos um passo à frente, mesmo se contássemos só com os mesmos atletas.
Hoje Renan tem ainda à disposição: o levantador William, os centrais Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac, e os opostos Wallace e Evandro. E assim como aconteceu com Jaqueline, que se despediu da seleção para ficar mais perto do filho, seu marido, o também líbero Murilo não defenderá o Brasil no Mundial.
- A gente precisava viver esta história e eu não me perdoaria de ir ao Mundial sem ter o testado antes como líbero na seleção. Nos falamos e o Murilo está fora. O titular é o Thales - encerrou Renan.
Antes do Mundial, o grupo disputará amistosos contra a Holanda no país: dias 18 (21h45, em Brasília), 20 (21h30, em Manaus) e 22 (19h, em Belém) – todos com Sportv. Para a Copa Pan-americana irá uma seleção B, orientada por Giovane Gávio 

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