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Brasil passeia, atropela o Quênia e avança à segunda fase no Mundial






A tensão do início não demorou a sumir. Em alguns erros simples, a derrota para a Sérvia ainda parecia ecoar na Arena de Hamamatsu. Aos poucos, porém, o Brasil se impôs. O rival, é verdade, facilitou. Na noite desta quarta-feira (horário local), a seleção feminina cumpriu o esperado e atropelou o Quênia com tranquilidade: 3 sets a 0, parciais 25/13, 25/10 e 25/16. De quebra, garantiu a classificação para a segunda fase do Mundial.
O destaque do jogo foi a ponteira Natália. Depois de quase oito meses se recuperando de uma lesão, a campeã olímpica entrou no fim do primeiro set e seguiu firme no jogo, mostrando seus habituais ataques pontentes e pontuando em todos os fundamentos. Foi a maior pontuadora da partida, com 12 acertos - seis ataques, quatro aces e dois bloqueios. Poupada no terceiro set, Tandara também teve bom desempenho, com 11 pontos.
Uma vitória contra o Quênia, é verdade, não minimiza a derrota anterior. O Brasil, porém, se mostrou refeito da queda. Com o resultado, chegou aos nove pontos no Grupo D e garantiu um lugar entre os quatro times que vão para a fase seguinte - a Sérvia também está classificada. A seleção se despede de Hamamatsu nesta quinta-feira, contra o Cazaquistão, último colocado na chave, ainda sem vencer. O SporTV 2 transmite a partida ao vivo, às 7h20 (horário de Brasília). As seleções classificadas enfrentam os quatro melhores times do Grupo A.
Vitória tranquila e classificação
Dois erros do Quênia, um de saque e outro de ataque, e o Brasil largou na frente. Do outro lado, sobrava vontade e muitos gritos. Diante de um rival mais forte, as africanas se orientavam a todo o tempo dentro de quadra. Fora dela, as reservas entoavam cantos de incentivo. Durante um tempo, deu certo, e rivais conseguiram se manter na cola no placar.
Aos poucos, porém, o Brasil disparou. No saque de Fernanda Garay, a equipe abriu quatro 11/7. Pouco depois, foi a vez de Carol acertar a mão no serviço e marcar 14/8. Japeth Munala parou o jogo, mas seu time não conseguiu mais reagir. Mais um ace, desta vez de Bia, fechou a conta no primeiro set: 25/13.
Murambi apareceu bem no ataque e abriu a contagem no segundo set. Nada mudou muito na volta à quadra, porém. Diante da facilidade da partida, Zé Roberto tentou dar ritmo a Natália, que pouco jogara até ali, no lugar de Fernanda Garay. Com a ponteira no saque, com direito a dois aces, o Brasil abriu 5/1 e viu o técnico rival parar a partida para tentar acertar seu time. Mais uma vez, não funcionou.
Natália deu voz às intenções de Zé Roberto. A ponteira entrou bem no jogo, pontuando no ataque e no saque. A vantagem no placar não demorou a disparar. As quenianas tentavam compensar as limitações técnicas à base da vontade, mas pouco conseguiam fazer. Natália, depois de belo levantamento de Dani Lins, abriu 18/8. Em mais um erro das africanas, 25/10, sem nenhuma dificuldade.
No terceiro set, Zé Roberto quis dar ritmo a outras jogadoras. Tandara nem foi mais à quadra, por exemplo. Roberta, Rosamaria e Gabiru também foram à quadra e mantiveram o ritmo. O Brasil seguiu sem sustos rumo à vitória. A festa queniana, aos poucos, perdeu a alegria. Rosamaria fechou a conta em 25/16.
Confira as escalações:
Brasil: Dani Lins, Gabi, Fernanda Garay, Bia, Carol e Tandara. Líbero: Suelen.
Entraram: Natália, Drussyla, Rosamaria, Roberta e Gabiru.
Quênia: Chemtai, Makuto, Murambi, Moim, Mukuvilani e Wanja. Líbero: Wanyama
Entraram: Chepchumba, Wairimu, Kasaya e Kundu.

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