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Brasil vai às finais fortalecido após rodízio e ganha opções na Liga





 
Com campanha quase perfeita, Brasil vai às finais fortalecido após rodízio e ganha opções na Liga
 

A queda para a Sérvia, na terceira semana de disputa, serviu quase como um alerta. A derrota em Portugal foi a única da seleção em toda a fase de classificação da Liga das Nações. Com o triunfo sobre a Itália, no Distrito Federal, o Brasil confirmou sua força e avançou às finais com uma campanha quase perfeita, em primeiro lugar. Em Chicago, na primeira etapa da briga pelo título, a equipe encara Irã e Polônia no grupo B.

Os números, claro, ditam a boa fase. Em 15 jogos de cada equipe, ninguém venceu mais sets que o Brasil: 44 no total. A seleção também teve a melhor média de sets (2.933) e a melhor média de pontos (1.155). A vaga nas finais, conquistada antes mesmo de entrar em quadra para a última semana da fase de classificação, coroou um trabalho quase perfeito da equipe em meio ao desgaste das viagens e do pouco tempo de treino.

Mas, mais do que os números, chama a atenção a força do grupo. Durante as cinco semanas da fase de classificação, Renan Dal Zotto rodou todo o time. Todos os convocados tiveram chances em quadra. O técnico montou uma base forte, principalmente na parte ofensiva, mas soube abrir caminho para jogadores do banco sempre que necessário.

- É bom olhar para fora, ter qualidade do lado de fora, e, mais do que isso, ter o olho brilhando, querendo entrar. Acho que isso é o grande diferencial, todos querendo dar sua contribuição, como deram, o tempo todo. Isso é muito bom, porque a Liga das Nações é uma competição muito particular. Você joga a cada semana em um continente diferente, três jogos seguidos. Precisamos ter um plantel legal. Chegamos em boas condições para a reta final - disse o técnico.

A time titular parece claro, com Bruninho, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Leal e Lucarelli, com os líberos Thales e Maique se revezando. Na fase de classificação, porém, nomes como Cachopa, Alan, Douglas Souza, Maurício Borges, Flávio e Isac aproveitaram as brechas e se firmaram como boas opções do técnico durante os jogos.

Há, claro, pontos a se trabalhar. Fortes no ataque, Leal e Lucarelli ainda pecam no passe em alguns momentos. Por isso, Renan sempre manteve Douglas Souza e Maurício Borges à espera de um chamado para fortalecer o volume de jogo brasileiro. O saque também se mostrou instável em alguns momentos, principalmente na reta final, com muitos erros.


Cachopa ganhou pontos com Renan — Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV

Cachopa, que começou a campanha como titular à espera do retorno de Bruninho, também se firmou com boas atuações. O jovem levantador se firmou como uma boa aposta do técnico. O quarteto de centrais também é outro ponto forte da seleção. Todos tiveram seus momentos de brilho na competição e são uma das armas do Brasil na fase final.

Depois de Brasília, a seleção segue para uma semana de treinos em Saquarema. O time, então, embarca para Chicago para a disputa das finais.

- Tivemos boas coisas nessa primeira fase. Primeiro, a chegada de dois talentos, dois levantadores, Cachopa e Thiaguinho (que se juntou ao time que vai ao Pan) nas primeiras etapas, antes da chegada do Bruno. A chegada do Leal, que se apresentou lá na Polônia, o que não é fácil. Essa semana vai ser fundamental para acertarmos uma série de coisas - disse Renan.


Renan Dal Zotto durante partida contra a Itália — Foto: Divulgação/FIVB
Os rivais

O regulamento da Liga das Nações é diferente dos demais torneios. No chaveamento da fase final, os Estados Unidos, sede e que terminaram entre os seis primeiros, são classificados como se fossem o líder, empurrando todos os outros times uma posição abaixo. Assim, na primeira fase das finais, o Brasil vai encarar dois rivais complicados. Irã, que liderou boa parte da fase de classificação e terminou em segundo lugar, e a Polônia, atual campeã mundial.

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