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Serginho fala do momento da Seleção Masculina




Brasil x França Murilo finais Liga Mundial vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)

Os dias vividos em julho, na eliminação da Liga Mundial ainda mexem com Serginho. A derrota para a França segue viva na memória, assim como a partida que determinou a eliminação do Brasil na Liga Mundial. Para complicar ainda mais o momento difícil, o líbero teve de deixar o hotel às pressas para ir ao encontro do filho, que havia sido internado em São Paulo com uma meningite viral. Estava mal pela seleção, estava mal herdeiro. Passado o susto, se recolheu por uma semana, retomou o fôlego e voltou aos trabalhos em Saquarema. Já sente uma mudança de postura no grupo, que está consciente de que precisará mudar a cabeça.
- Eu senti demais. Foi duro uma eliminação daquela. Querendo ou não sabemos que foi um pouco falta de competência nossa de não ter matado o jogo. Tanto é que contra os Estados Unidos a gente teve outra postura. Foi péssimo, mas alguma coisa temos que tirar de lição daquela derrota. Conversamos bastante, estamos fazendo muitas reuniões, sempre apontando algumas falhas para que possamos corrigir. Ninguém está satisfeito, todos estão buscando seu máximo a cada treino. A nossa cabeça precisa mudar e estamos fazendo isso. No terceiro set contra a França, sentimos alguma coisa, algum desânimo e isso não é normal num time que está acostumado a vencer e a lutar. É você enfrentar uma situação difícil de uma outra maneira. Às vezes, a coisa não dá certo e a gente tem que procurar maneiras para que dê. E naquele set, parece que fomos para o quarto já sabendo que íamos perder o jogo. Então, a gente vem trabalhando bastante isso aí em situações adversas dentro do treino, se cobrando. Esse é o caminho. Agora é treinar, fazer os amistosos bem, ir para o Sul-Americano e ir bem também - disse.

Serginho ressalta a necessidade de a equipe melhorar rapidamente no saque. Lembra que o passe, antes um dos pontos a serem corrigidos, já mostra mais equilíbrio. Acredita que se a seleção acertar a mão no fundamento, terá mais tranquilidade para passar pelos fortes adversários.
-  As pessoas acham que nós estacionamos, mas não creio nisso, não. As outras seleções evoluíram bastante. Ninguém diria que a Sérvia faria uma final da Liga Mundial. A França saiu de uma situação também, fez uma final. Não me surpreendeu. Tem um bolo de equipes onde qualquer uma pode ganhar. A chave para ganhar o ouro nos Jogos de 2016 vai ser a nossa atitude. Isso será fundamental. Mas eu falo que atitude sem saque, atitude sem passe, atitude sem bloqueio não vai dar. Vai ser bom reencontrar Estados Unidos e França nos amistosos. A gente tem que jogar, jogar, se preparar. Bernardo está tirando um pouco mais de cada jogador. Isso é dele. Quando a gente perde, eu vou para o meu quarto e sei onde falhei, Bernardo foi para o dele e sabe onde ele falhou. E está trabalhando nisso também. Nós agora temos a fome que sempre tivemos com algo mais. Com orgulho meio ferido. De saber que poderíamos ter feito muito mais.

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