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Rexona AdeS bate Pinheiros e pega Osasco na semifinal




Rio de Janeiro x Pinheiros Superliga feminina (Foto: André Durão)
É sempre um risco deixar uma grande jogadora de fora. Mas desta vez a precaução de Bernardinho tinha motivos de sobra. Uma das principais pontuadores do Rio de Janeiro na Superliga feminina, Gabi torceu o tornozelo esquerdo na primeira partida das quartas de final, sábado, em São Paulo. Como a ponteira ainda sente um pequeno incômodo no local atingido, o treinador do time carioca não arriscou e preferiu poupá-la nesta terça-feira. A decisão acabou sendo acertada. Com a capitã Régis no lugar da camisa 1, as donas da casa tiveram até mais trabalho do que se esperava, mas confirmaram o favoritismo, mostraram por que são as atuais tricampeãs e venceram o Pinheiros no ginásio do Tijuca Tênis Clube, por 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/21 e 25/19.
Com a vaga assegurada nas semifinais, o time carioca, que luta pelo quatro título consecutivo e seu décimo primeiro na competição, viaja até Osasco para enfrentar suas eternas arquirrivais na próxima terça-feira, ainda sem horário definido. A segunda partida será na sexta-feira (25/3), e a terceira, se necessária, na outra terça (29/3), ambas no ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ao fim do jogo desta terça, duas jogadoras do Pinheiros anunciaram a despedida das quadras: a líbero a Verê e a ponteira Ana Paula. A veterana Fabi, do Rio de Janeiro, fez questão de usar o sistema de som do ginásio para anunciar a todos os presentes o adeus das amigas, que receberam uma salva de palmas.
Com Régis no lugar de Gabi, o Rio de Janeiro começou o jogo com o freio de mão puxado e permitiu que as visitantes abrissem 2/0. Depois de ficar atrás do marcador até o sexto ponto, as donas da casa viraram o marcador e foram para a primeira parada técnica vencendo por 8/7. Logo na sequência, um bloqueio de Natália colocou as cariocas dois pontos à frente. Parecia que o bom começo do Pinheiros não passaria de um susto. Mas foi só impressão. Valente, a equipe comandada pelo técnico Paulo de Tarso não se entregou, retomou a liderança e jogando no limite fez 16/15. Mas a resistência do time paulista parou aí. Na sua passagem pelo saque, a americana Courtney Thompson quebrou o saque do Pinheiros, a diferença pulou para quatro pontos e a vitória parcial veio por 25/20.
Mesmo derrotadas na primeira parcial, as meninas do Pinheiros não sentiram a pressão e entraram com tudo no segundo set. Com um saque balanceado que confundiu o passe carioca e a ponteira Paula inspirada, o time visitante abriu 8/4. A parada técnica não serviu para as cariocas colocarem a casa em ordem, e a vantagem aumentou para 11/6. Mas, empurrado por sua torcida, que mais uma vez lotou o Tijuca, o Rio de Janeiro reagiu e chegou ao empate num erro do adversário.
Quando parecia que as tricampeãs assumiriam o controle do jogo, o Pinheiros acordou, retomou a liderança e abriu 16/12. Bernardinho fez a inversão do 5 em 1 e, com Roberta e Lorrene nos lugares de Courtney e Monique, as donas da casa cresceram e empataram em 17/17. Daí para frente o jogo ganhou em emoção, e a liderança teimou em mudar de lado até. Até que um ataque de Natália e um bloqueio de Lorrene tiraram o Rio do sufoco. A equipe paulista sentiu e, com dois pontos de vantagem, o Rio teve tranquilidade para confirmar seus ataques e fechar em 25/21.
O terceiro e último set foi o único que começou com as donas da casa tomando as rédeas do jogo. Com 2 a 0 no placar, o Rio de Janeiro, que manteve a levantadora Roberta no lugar da americana Courtney Thompson, imprimiu um ritmo forte e abriu 7/3 e, posteriormente, 12/7. O jovem time paulista, no entanto, se recusava a jogar a toalha e lutava. A diferença até chegou a cair para apenas dois pontinhos (13/11), mas as donas da casa não queriam deixar a chance de eliminar o terceiro jogo escapar e voltaram a abrir uma grande diferença (17/11). Para piorar, Paulo de Tarso levou um cartão vermelho e a vantagem foi para sete pontos.
Quando parecia que a vitória era questão de tempo, o Pinheiros ressurgiu das cinzas, fez quatro pontos seguidos, cortou o prejuízo para 18/15 e obrigou Bernardinho a parar o jogo. O pedido de tempo surtiu efeito e quebrou a sequência do adversário com um bloqueio da central Carol. A jogada foi um ducha de água fria na equipe paulista, que não conseguiram mais reagir. Já com o Tijuca em festa, o time do técnico Bernardinho fechou em 25/19 e garantiu vaga em mais uma semifinal de Superliga.

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